DROGAS

Pesquisa: maioria dos cocainômanos tem problema cardíaco, mas não sintomas

Após utilizar uma técnica de imagem de cardio-ressonância magnética, se estudou o tamanho e a função do coração das pessoas que participaram da pesquisa e se pôde detectar danos leves localizados no miocárdio de 71% delas.

  • mas infoARA2 LONDRES (REINO UNIDO) 17/01/09.- Un cocainómano prepara una dosis en Londres (Reino Unido) ayer. El número de cocainómanos aumenta de manera alarmante en el Reino Unido según recogen los informes. Es uno de los países europeos en el que más se consume este tipo de droga, según apunta un informe sobre el consumo internacional de drogas. EFE/Andy RainPesquisa: maioria dos cocainômanos tem problema cardíaco, mas não sintomas
Pesquisa: maioria dos cocainômanos tem problema cardíaco, mas não sintomas

Ao todo, 71% das pessoas que consomem cocaína possuem algum tipo de afetação leve no coração, embora não apresentem sintomas, uma anomalia que caso se agrave pode provocar infarto ou morte súbita e que poderia ser revertida deixando de consumir a droga.

Essas conclusões fazem parte de um estudo apresentado nesta quinta-feira em Valência, que conseguiu quantificar a magnitude do efeito que o consumo de cocaína produz no sistema cardiovascular e detectá-lo em pacientes assintomáticos por meio de técnicas de imagem. A pesquisa foi feita em 94 pessoas, sendo 81 homens, com a participação do Eresa Grupo Médico, três hospitais valencianos e um de Londres.

O resultado foi publicado na revista científica “Journal of Cardiovascular Magnetic Resonance”, e é a primeira pesquisa destas características que analisa de forma global todas as cavidades do coração e a aorta em pacientes assintomáticos.

A cardiologista Alicia Maceira, coordenadora da Unidade de Imagem Cardíaca do Eresa, afirmou à Agencia EFE que os dados preliminares são “promissores”, já que, ao deixar de consumir cocaína na fase inicial da doença, “é possível reverte o dano miocárdico e normalizar a função do coração”.

Após utilizar uma técnica de imagem de cardio-ressonância magnética, se estudou o tamanho e a função do coração das pessoas que participaram da pesquisa e se pôde detectar danos leves localizados no miocárdio de 71% delas.

Uma segunda fase do estudo tentará determinar quais são os fatores que condicionam a afetação cardíaca nos usuários de cocaína, que fatores de consumo (via, dose ou anos de ingestão) influem em sua aparição ou se a doença é reversível quando deixam de consumir a droga e têm um manejo cardiológico adequado.

Em uma terceira fase, o objetivo é estudar por meio de coronariografia não-invasiva (CTC) o efeito do consumo de cocaína nas coronárias de pessoas viciadas não fumantes, viciadas fumantes e fumantes não consumidores de cocaína.

O perfil do paciente estudado é o de pessoas que foram a alguma Unidade de Conduta Adictiva (UCA) de Valência buscando acabar com sua dependência à cocaína. Segundo Alicia Maceira, o objetivo do estudo é alertar às pessoas que querem deixar de consumir cocaína a que procurem um cardiologista, embora estejam assintomáticas.

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