HIPERTENSÃO

Pesquisa colombiana descobre planta eficiente no tratamento da hipertensão

Essa planta pode representar uma nova alternativa no tratamento da hipertensão, que mata 9,3 milhões de pessoas por ano no mundo. No entanto, a toxicidade da espécie ainda está sendo testada.

  • mas infoAAA01 DACCA (BANGLADESH) 17/05/2010.- Una enfermera toma la tensión a un hombre durante un examen médico realizado de forma gratuita con motivo del Día de la Hipertensión, en Dacca (Bangladesh), hoy, 17 de mayo de 2010. Según el Instituto Nacional de Enfermedades Cardiovasculares de Bangladesh (WHD), en torno a un cuarto de la población sufre hipertensión. En todo el mundo, unos siete millones de personas mueren al año por la tensión alta. EFE/Abir AbdullahFoto EFE/Abir AbdullahFoto EFE/Abir Abdullah
Foto EFE/Abir Abdullah

Um estudo feito pelo laboratório fitoterápico Aral Thel em parceria com a Universidade do Quindío indica que uma espécie de planta colombiana pode ser eficiente no tratamento da hipertensão.

Há três anos, o Aral Thel, instalado na cidade de Calarcá, se juntou com a universidade para desenvolver a pesquisa, apoiada também pelo Departamento Administrativo de Ciência, Tecnologia e Inovação (Colciencias).

A planta foi descoberta pelo laboratório através de pesquisas sobre espécies nativas, realizadas há 25 anos e partir das quais a companhia desenvolveu remédios também à base de frutas e verduras.

Essa planta pode representar uma nova alternativa no tratamento da hipertensão, que mata 9,3 milhões de pessoas por ano no mundo. No entanto, a toxicidade da espécie ainda está sendo testada.

A empresa preferiu manter o nome da planta em sigilo até o final da pesquisa, a fim de preservar o segredo industrial.

“Inicialmente descobrimos que a planta tem uma ação importante contra a hipertensão e pode até superar os remédios mais usados no tratamento dessa doença”, declarou à Agência Efe Lucena Bustamante, diretora-executiva do Aral Thel.

“Se os testes comprovarem que a planta não é tóxica, poderemos propor sua inclusão no vade mecum colombiano e avançar na obtenção do primeiro extrato natural contra a hipertensão”, afirmou Lucena.

O laboratório produz extratos, geleias e xaropes para o tratamento de lúpus, psoríase, dores de cabeça, fibromialgia, artrose, cardiopatias, artrite, psicose, doenças autoimunes, infecções pulmonares, renais e circulatórias, entre outras doenças.

“A união bem sucedida entre uma empresa e uma universidade é possível. A riqueza da flora da Colômbia pode ser aproveitada com toda segurança, há uma quantidade enorme de elementos medicinais ainda desconhecidos”, afirmou a diretora-executiva sobre a possibilidade de um resultado positivo da pesquisa.

Em 2009, o Aral Thel se tornou o segundo laboratório fitoterápico certificado pelo Instituto Nacional de Vigilância de Remédios e Alimentos (Invima). Atualmente, a empresa comercializa seus produtos em todo o país e, em 2014, fechou o ano com um faturamento de cerca de R$ 1,9 milhão.

Com capacidade de produção de 25 mil medicamentos mensais, a companhia prevê um plano de expansão para 2016, quando pretende iniciar as primeiras exportações para os países vizinhos.

A diretora-executiva disse ter interesse em exportar para o Peru, por exemplo, mas afirmou que a companhia ainda está se preparando para este passo, porque para isso, “é preciso ter segurança sobre a capacidade, disponibilidade e qualidade das matérias-primas”.

Segundo Lucena, o principal objetivo da Aral Thel é investir em novas pesquisas que possibilitem o desenvolvimento de medicamentos eficientes no tratamento de doenças crônicas.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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