EBOLA

Perante novo aumento de casos, ONU adverte que ebola não está controlado

Na semana passada, foram registrados 124 novos casos: 80 em Serra Leoa, 39 em Guiné e cinco na Libéria, frente aos 65, 30 e zero, respectivamente, na semana anterior.

  • mas infoLIB01 MONROVIA (LIBERIA) 02/02/2015.- Una monja liberiana administra una vacuna experimental contra el ébola dentro de un programa de prueba desarrollado en el hospital Redemption de New Kru Town, en las afueras de Monrovia (Liberia), hoy, lunes 2 de febrero de 2015. Liberia y Estados Unidos han puesto en marcha un estudio para determinar la viabilidad de dos vacunas contra el ébola en una muestra de 27.000 pacientes en Monrovia, informó el Gobierno del país africano. Se trata del primer estudio a gran escala para probar dos nuevas vacunas que podrían suponer un salto cualitativo en la lucha contra un virus que ha matado a más de 8.500 personas en el oeste de África en poco más de un año. EFE/Ahmed JallanzoFoto: EFE/Ahmed JallanzoFoto: EFE/Ahmed Jallanzo
Foto: EFE/Ahmed Jallanzo

O enviado especial do secretário-geral da ONU para o ebola, David Nabarro, advertiu nesta quinta-feira que a epidemia ainda não está sob controle, apesar da redução dos casos recentemente, uma tendência que se reverteu na semana passada com um aumento da contaminação em Libéria, Serra Leoa e Guiné, os três países mais afetados pela doença desde o início.

Já o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), Bruce Aylward, explicou que no recente aumento dos casos foi notado que o vírus percorreu “longas distâncias”, de centenas de quilômetros, desde Monróvia e de outras regiões da Libéria e de Guiné, até áreas próximas às fronteiras com o Senegal e Mali.

“A queda na quantidade de casos deu a falsa impressão de que isto continuaria e que chegaríamos a zero, mas advertimos que isto não era o que ia ocorrer”, lembrou.

Na semana passada, foram registrados 124 novos casos: 80 em Serra Leoa, 39 em Guiné e cinco na Libéria, frente aos 65, 30 e zero, respectivamente, na semana anterior.

Bruce Aylward apresentou um gráfico que mostrava uma curva em claro declive desde o pico alcançado no terceiro trimestre de 2014 – em particular em setembro, quando foram contabilizados 800 novos casos por semana -, mas no qual se observa a leve alta da semana passada.

“Não é o que queremos ver apenas dois meses antes da temporada de chuvas”, disse.

O representante da OMS garantiu que o vírus do ebola mantém suas características e não apresenta mutações genéticas que dificultem as ações dirigidas a deter a epidemia.

“Não há evidência neste momento de que haja alguma mutação associada ao vírus do ebola, que tenha alguma característica que complique a resposta ou a forma como é transmitido”, destacou em entrevista coletiva.

Pesquisadores do Instituto Pasteur, na França, informaram recentemente que o vírus estava mudando, o que acionou os alarmes pelo risco da mudança na forma de contágio, que se produz unicamente por contato direto com fluidos corporais.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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