ESPECIAL FOSFO

    Pacientes relatam abandonar quimioterapia pela fosfoamina, saiba os riscos

    A decisão de deixar de fazer uso de tratamentos sistêmicos -como a quimioterapia- no combate ao câncer, feita sem acompanhamento dos oncologistas pode acarretar danos.

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    Foto: Divulgação

    Pacientes que fazem uso da fosfoetanolamina, a polêmica pílula contra o câncer, afirmam que deixaram de fazer uso de tratamentos sistêmicos -como a quimioterapia- no combate ao câncer devido aos efeitos negativos provocados pela terapia, decisão feita sem acompanhamento dos oncologistas que pode acarretar danos.

    “O risco de parar a quimioterapia é botar em risco a vida do paciente”, assinalou à Efe Gustavo Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). “Quanto mais rápido o paciente for tratado, sem interrupções, mais fácil é para ele se recuperar”.

    O oncologista destacou que parar um tratamento formal e trocá-lo por um alternativo, fora de protocolo, é uma coisa que “pode trazer sofrimento individual para o paciente”.

    Fernandes, explicou que os pacientes que abandonam os tratamentos formais sem a indicação dos especialistas podem “correr risco em vão”, isso porque quando esta troca acontece em um ambiente controlado de pesquisa, seus riscos são revertidos em descobertas que poderão ser “aproveitadas pelo bem da população”.

    “Quando isso é feito (abandonar o tratamento) fora de um estudo clínico, há vários riscos em diversos campos: o de privar o próprio paciente de um tratamento, ou o de impedir o mundo de conhecer o resultados que podem ser positivos ou não do uso destes métodos”, continuou o oncologista.

    De acordo com o Centro de Combate ao Câncer, em São Paulo, a quimioterapia é um tipo de tratamento médico que introduz na circulação sanguínea compostos químicos -os chamados quimioterápicos- que destroem as células doentes e as impedem que se espalhem pelo corpo.

    O Instituto Nacional do Câncer (Inca) resaltou que os quimioterápicos não atuam exclusivamente sobre as células tumorais mas também nas estruturas normais, como a medula óssea, os pêlos e a mucosa do tubo digestivo, sendo assim possível repetir a aplicação da quimioterapia, respeitando o tempo necessário para a recuperação da medula óssea e da mucosa do tubo digestivo.

    O Inca esclarece em fontes oficiais que os efeitos terapêuticos e tóxicos dos quimioterápicos dependem do tempo de exposição e da concentração plasmática da droga: “Nem todos os quimioterápicos ocasionam efeitos indesejáveis tais como mielode-pressão, alopecia e alterações gastrintestinais como náuseas, vômitos e diarréia”.

    As doses para pessoas idosas e debilitadas devem ser menores, esclarece o Instituto, até que se determine o grau de toxicidade e de reversibilidade dos sintomas indesejáveis.

    “A quimioterapia é apenas um dos tipos de tratamento feitos para todo o corpo”, ponderou Fernandes. “Os efeitos colaterais não são universais, e os tipos de tratamento para câncer são muito diferentes. É aí onde mora o valor do oncologista, que junto com o paciente vai discutir a forma de tratamento”.

    O oncologista apresenta a quimioterapia como um tratamento do corpo inteiro e destacou os pacientes como individuais e que nem todos devem passar pelo procedimento: “Para alguns é paliativo, para outros não funciona. É um dos tratamentos mais frequentes, mas o oncologista deve saber quando parar”.

    Efeito Placebo

    O efeito placebo é mensurável ou observável sobre uma pessoa ou grupo que tenha sido dado um tratamento placebo, isto é, uma substância inerte ou terapia que não tem eficácia comprovada, geralmente utilizada como um controle nos pacientes para verificação se é possível ou não efeitos benéficos.

    No caso da fosfoetanolamina sintética, alguns oncologistas declararam à imprensa que poderia se tratar de efeito placebo e, por isso, a necessidade de testar em humanos a possível eficácia já comprovada em animais.

    Por ser definida como uma droga de intervenção, o placebo pode não ter efeito direto sobre as doenças, mas gerar melhoras nos pacientes. Desde meados do século XX, o placebo é usado por médicos e estudiosos em testes de drogas e tratamentos experimentais. Se os remédios tiverem resultados promissores, sinal de que a pesquisa é eficaz.

    Estudos indicam melhora de 20 a 30% no caso do efeito placebo.

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    Publicado em Doenças e Tratamentos
    Um comentário sobre “Pacientes relatam abandonar quimioterapia pela fosfoamina, saiba os riscos
    1. avatar carmen maria soares says:

      estou precisando saber como adguirir a medicaçao pois o meu irmao esta com um tumor e esta precisando

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