AIDS

ONU pede medidas urgentes para evitar aumento da incidência da aids

Um relatório da Agência das Nações Unidas contra a Aids (Unaids) divulgado nesta quarta-feira insta os governos a fazerem um esforço urgente contra a aids, especialmente nos países mais castigados pela doença, para evitar que volte a ganhar terreno nos próximos anos.

  • mas infoepa01347704 A male nurse prepares a antiretroviral HIV drug for orphan children who are living with HIV/Aids at Mercy Centre for HIV/Aids patients in Bangkok, Thailand, 04 May 2007. May 20 marks the 25th anniversary of the publication in the journal Science of a report from Dr. Luc Montagnier and colleagues in Paris that they had isolated what they believed to be the cause of AIDS: the Human Immunodeficiency Virus (HIV). Today, the search for a vaccine continues. EPA/RUNGROJ YONGRITONU pede medidas urgentes para evitar aumento da incidência da aids
ONU pede medidas urgentes para evitar aumento da incidência da aids

Um relatório da Agência das Nações Unidas contra a Aids (Unaids) divulgado nesta quarta-feira insta os governos a fazerem um esforço urgente contra a aids, especialmente nos países mais castigados pela doença, para evitar que volte a ganhar terreno nos próximos anos.

O estudo, elaborado conjuntamente pela Unaids e a revista médica “The Lancet”, sugere que os países mais afetados se concentrem em frear o contágio da doença e facilitar o acesso aos novos tratamentos antirretrovirais.

A agência da ONU ressaltou a importância de cumprir estas medidas para não haver um novo surto da epidemia.

“Devemos enfrentar a dura realidade: Se a porcentagem de novas infecções continuar, as medidas atuais contra o vírus não serão suficientes para deter as mortes por HIV”, advertiu Peter Piot, diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e principal autor do estudo.

O relatório mostra que, apesar do esforço sem precedentes para aumentar o acesso ao tratamento em nível mundial, o índice de contágios não está diminuindo como deveria.

“Devemos atuar com urgência. Os próximos cinco anos são uma frágil janela de oportunidade para acelerar nossa resposta e acabar com a epidemia até 2030”, afirmou Michel Sibidé, diretor-executivo da Unaids.

Sibidé acrescentou que, se não forem tomadas medidas, “as consequências humanas e financeiras serão catastróficas”.

O relatório destacou também a importância do investimento público contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV) nas regiões mais castigadas pela doença, como a África.

Nestas regiões o investimento necessário para controlar a doença seria de um terço da despesa total em saúde e de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países afetados.

Portanto, o apoio internacional a estes países em sua luta contra a aids será muito necessário nos próximos anos, salientou o relatório.

“Isto representa não só a necessidade de aumentar os recursos, mas também um uso estratégico e eficiente dos mesmos”, destacou o organismo internacional.

Por outro lado, o estudo se mostra crítico com os países que relaxaram na luta contra a aids.

“Algumas nações, com a epidemia controlada ou o número de contágios em descenso, mostram tendências crescentes de práticas sexuais de risco”, alertou o relatório.

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