SUICÍDIO

OMS pede que imprensa trate suicídio de maneira responsável

Segundo a OMS, o suicídio acontece em todos os grupos de idade e em ambos sexos, mas geralmente afetam mais a jovens entre 15 e 34 anos

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Genebra, 5 set (EFE).- 800.000 pessoas cometem suicídio a cada ano e os meios de comunicação desempenham um papel importante na hora de informar de maneira responsável sobres estes casos e contribuir para a sua prevenção, disse hoje (5) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por ocasião do Dia Internacional da Prevenção do Suicídio, realizado no domingo (3), a OMS atualizou seu guia para veículos de imprensa por considerar que as informações jornalísticas podem “melhorar ou dificultar os esforços de prevenção “, disse a doutora Alexandra Fleischmann, do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS.

A cientista afirmou em entrevista coletiva que é importante trabalhar na prevenção com a mídia e não só falar sobre o que não devem fazer, a fim de que a imprensa possa transmitir a mensagem de que o suicídio não é um tabu e que “se pode falar disso e buscar ajuda”.

Segundo a especialista, a cada 40 segundos há um suicídio e para cada um deles há outras 20 tentativas.

O suicídio acontece em todos os grupos de idade e em ambos sexos, mas geralmente afetam mais a jovens entre 15 e 34 anos e no segmento entre 15 e 29 anos é inclusive “a segunda causa de morte “, afirmou a médica.

O guia recomenda a disponibilização de dados precisos sobre onde se pode encontrar ajuda, a precaução especial nas notícias sobre suicídios de famosos e sugere contar histórias pessoais sobre como lidar com situações difíceis ou pensamentos suicidas.

A OMS também recomenda cuidados na hora de entrevistar familiares ou entes queridos afetados por um suicídio, já que podem ser fontes para educar pessoas sobre a realidade destas mortes, mas que se encontram em luto, o que se deve respeitar.

Segundo o guia da OMS, pelo menos seis pessoas se vêm diretamente afetadas por cada suicídio.

O documento ainda pede aos meios de comunicação impressos e digitais que não destaquem informações sobre suicídios nas manchetes ou no topo das páginas; às televisões e emissoras de rádio, se sugere que não abram seus noticiários estes casos.

Ademais, a OMS considera que o repórter não devem empregar uma linguagem sensacionalista ou que normalize o suicídio, nem apresentá-lo como uma solução construtiva a problemas.

Igualmente se sustenta que é melhor não descrever explicitamente o método usado para cometer o suicídio nem o lugar preciso onde ocorreu a morte.

A organização afirma, por fim, que deve ser evitado o uso de fotografias, vídeos ou links que recriem a cena do suicídio e, se utilzado material gráfico, que seja obtido com a família.

Fleischmann afirmou que a prevenção do suicídio, reconhecido como importante questão de saúde pública e cuja redução faz parte do plano de ação da OMS e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, requer uma “resposta integral em diferentes setores e níveis”.

Ele também explicou que os fatores de risco são a depressão e desordens associadas a álcool, drogas, violência, traumas, perdas, situações de conflito e assédio escolar.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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