EBOLA

OMS confirma um segundo caso de ebola em Serra Leoa

A OMS confirmou no último dia 15 que uma mulher morreu em Serra Leoa por causa do vírus do ebola, apenas um dia depois que a entidade anunciou o fim da epidemia na África Ocidental.

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OMS confirma um segundo caso de ebola em Serra Leoa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta quinta-feira um segundo caso de ebola em Serra Leoa, uma semana depois do anúncio do fim da epidemia na África Ocidental, segundo disse à Agência Efe Gregory Hartl, porta-voz da entidade.

A OMS confirmou no último dia 15 que uma mulher morreu em Serra Leoa por causa do vírus do ebola, apenas um dia depois que a entidade anunciou o fim da epidemia na África Ocidental.

Hartl explicou hoje que a nova afetada é tia da mulher morta na semana passada, e que a mesma cuidou de sua sobrinha nos primeiros dias de sua doença.

Esta segunda infectada está isolada e sendo tratada, confirmou o porta-voz.

Hartl esclareceu, além disso, que foram identificados até 150 contatos da pessoa morta, que estão sendo controlados, para detectar sintomas da doença e caso apareçam, isolá-los imediatamente.

A doença não é contagiosa até que o paciente apresente os sintomas.

O porta-voz indicou que está imunizando de forma preventiva todos os contatos com a única vacina autorizada pela OMS.

Além disso, Hartl disse que a origem deste último caso ainda está sendo investigada, dado que Serra Leoa foi declarado “país livre da transmissão do ebola” em 7 de novembro após superar uma crise que deixou cerca de 4 mil mortos.

Os três países afetados pela epidemia -Guiné, Libéria e Serra Leoa- se encontram em fase de “gestão de risco” após supostamente ter superado a fase de “gestão de casos”, o que implica não baixar a guarda.

Não é a primeira vez que o vírus volta a ressurgir em um país após ser certificado livre do contágio da doença.

A Libéria anunciou três vezes esse status, dado que duas vezes surgiram casos de cadeias de transmissão desconhecidas.

Serra Leoa deve agora lidar com este segundo caso e tentar que não surja um terceiro.

Uma vez finalizado este processo, e quando tenham passado três semanas desde que o contato aconteceu -período de incubação do vírus- e todos os suspeitos tenham dado negativo duas vezes ao teste de diagnóstico, começará de novo o período de 42 dias até que Serra Leoa possa ser declarado outra vez país livre do contágio de ebola.

A duração da epidemia -quase dois anos- permitiu realizar vários estudos e se comprovou que o vírus do ebola pode permanecer “dormido” no sêmen dos homens que sobreviveram à doença, por períodos que podem chegar até os 12 meses.

Embora o portador do vírus não manifeste nenhum sintoma, pode transmití-lo a seu parceiro sexual ou pessoas de seu círculo mais próximo.

Atualmente, a OMS tem 12 mil colaboradores desdobrados na Guiné, Libéria e Serra Leoa, que reduzirá a 9 mil em março e a 6 mil ao longo do resto do ano.

A epidemia declarada em março de 2014 -com os primeiros casos que se remontam a dezembro de 2013- registrou 11,3 mil mortes e 28,5 mil casos, embora a OMS reconheceu que estes números podem ser menores à realidade.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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