OBESIDADE

Obesidade, um mal emergente na China

Levantamento aponta que 11,9% dos adultos chineses sofre de obesidade (contra 7,1% de 2002) e 30,1% de sobrepeso (contra 22,8% da marca anterior).

  • mas infoMIA104 ORLANDO (FL, EEUU), 10/1/2012.- La prevalencia de obesidad sigue siendo alta en Estados Unidos, cerca del 30 por ciento en 12 estados del país, de acuerdo con un estudio de los Centros de Control y Prevención de Enfermedades (CDC) con sede en Atlante, divulgado el pasado mes de julio. El informe encontró que la obesidad constituye un problema en todos los estados y que ningún de ellos reportó niveles de obesidad inferiores al 20 por ciento en su población adulta en 2010. "Los niveles de obesidad estatales son todavía altos. Debemos continuar nuestros esfuerzos para revertir esta epidemia", declaró hoy el director de los CDC, Thomas Frieden. El informe encontró que 30 por ciento o más de los adultos en 12 estados son obesos, comparado con ningún estado con este nivel de obesidad en el año 2000. EFE/ROSARIO CANFRANCFoto: EFE/ROSARIO CANFRANCFoto: EFE/ROSARIO CANFRANC
Foto: EFE/ROSARIO CANFRANC

A China, um país que até poucas décadas atrás enfrentava dificuldades para alimentar grande parte de sua população, observa com preocupação como o excesso de peso e a obesidade se tornam males emergentes.

Os chineses ficaram mais pesados no decorrer de uma década, com um aumento médio de 3,5 quilos entre os homens e de 2,9 quilos entre as mulheres, segundo um estudo da Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar, que compara dados de 2012, os últimos disponíveis, com os de 2002.

“As taxas de sobrepeso e obesidade estão crescendo a um ritmo preocupante na China”, afirmou à Agencia Efe o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) no país, Bernhard Schwartländer.

O levantamento aponta que 11,9% dos adultos chineses sofre de obesidade (contra 7,1% de 2002) e 30,1% de sobrepeso (contra 22,8% da marca anterior).

“Como em outros países, o aumento das taxas de sobrepeso e obesidade da China é resultado de mudanças no estilo de vida: por uma parte, as dietas agora têm mais gorduras e açúcares e, por outra, as pessoas não fazem atividade física o suficiente”, comentou Schwartländer.

De acordo com Guo, médica de um hospital de Pequim, “talvez a vida não tenha mudado tanto no campo, onde as pessoas têm uma vida mais normal, mas os jovens das cidades não comem com regularidade, às vezes não tomam café da manhã e comem muito à noite”.

Guo também ressaltou os efeitos negativos da implantação das redes de fast-food, cada vez mais frequentes nas cidades chinesas e muito populares entre os mais jovens.

O representante da OMS destacou ainda que a vida ficou mais sedentária pela natureza de muitos empregos e porque nas cidades se dedica muito tempo a ir e voltar do trabalho, e nem sempre andando ou de bicicleta, o que faz com que se pratique menos exercícios.

“A prevalência do sobrepeso e a obesidade na China já representa grandes riscos para a saúde do país, já que são os principais fatores de risco de doenças não contagiosas como as cardíacas, diabetes e alguns tipos de câncer”, alertou.

Segundo Guo, “há muitas doenças relacionadas, como a hipertensão, o colesterol e problemas nos ossos e nas articulações devido à maior pressão causada pelo sobrepeso”.

De qualquer forma, as taxas da China ainda são inferiores às médias mundiais (13% de obesidade e 39% de sobrepeso, conforme as estatísticas da OMS), mas o que mais preocupa os especialistas é o rápido crescimento, sobretudo nas crianças.

O estudo da Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar mostra que a taxa de obesidade infantil triplicou em uma década e já chega a 6,4%, enquanto o sobrepeso duplicou para 9,6%.

“Se forem mantidas as tendências atuais, a China alcançará a média mundial em breve, a não ser que haja ações fortes para mudar o estilo de vida prejudicial e se reverta essa tendência”, analisou Schwartländer.

Um funcionário da Comissão Municipal de Saúde e Planejamento Familiar de Pequim que pediu o anonimato disse à Efe que o governo chinês deveria priorizar os problemas de saúde, e não os econômicos.

“A saúde em primeiro lugar. Sem uma boa saúde não se pode chegar a ter uma sociedade modestamente próspera. Todas as doenças causadas pelo estilo de vida podem ser prevenidas e a obesidade melhoraria com um cuidado maior com a dieta e mais esportes”, recomendou Schwartländer, que sugeriu ampliar a divulgação desses problemas porque as campanhas atuais “não são suficientemente efetivas”.

“A regulação também pode funcionar em alguns casos, como com a taxação dos produtos não saudáveis e as restrições à divulgação, especialmente para as crianças. Mas é importante ressaltar que os governos não podem fazer isso sozinhos. As empresas, principalmente as da indústria alimentícia, a sociedade e os indivíduos também têm seu papel”, concluiu Schwartländer.

Publicado em Nutrição

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