MICROCEFALIA

O zika avança no Brasil com 7 possíveis mortes e 1.248 casos de microcefalia

O zika, endêmico do oeste da África, tem sintomas parecidos ao dengue e o chicungunha, mas até agora era considerado menos grave.

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O zika avança no Brasil com 7 possíveis mortes e 1.248 casos de microcefalia

As autoridades do Brasil, que hoje emitiram um alerta pela rápida expansão do zika, confirmaram  até agora uma morte causada por esse vírus e averiguam outras seis perante a possibilidade que a causa seja a mesma.

O vírus, que até agora não se considerava mortal e se está propagando também por outros países da América Latina, pode ser além disso causadora de 1.248 casos de microcefalia em recém-nascidos registrados desde julho, informou o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch.

“Temos três diferentes estudos clínicos que demonstram pela primeira vez que o zika pode provocar mortes e que causa más-formações graves nos fetos”, garantiu Maierovitch em entrevista coletiva na qual divulgou um novo boletim epidemiológico da doença.

O zika é transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito vetor da dengue e do chicungunha, mas a doença até agora não era considerada grave e o Ministério da Saúde nem obrigava às autoridades sanitárias a registrar os casos.

O Ministério, no entanto, emitiu hoje um alerta pela rápida expansão do vírus em todo o país.

Segundo o último boletim epidemiológico, Brasil contabilizava até na sexta-feira passada 1.248 casos de microcefalia com suspeita de haver sido provocados pelo vírus em 311 municípios de 14 dos 27 estados do país.

Trata-se de um significativo salto a respeito dos 739 casos de bebês com microcefalia registrados há uma semana em nove estados e que mais que dobra os 520 contabilizados até meados de novembro.

A chegada do zika multiplicou em oito vezes os casos de microcefalia no país. Nos últimos cinco anos Brasil registrou uma média de 156 casos de anuais, que nunca superaram as 175 notificações.

Um exame de laboratório em um bebê com microcefalia e outras doenças congênitas realizado no Instituto Evandro Chagas, um laboratório de referência em doenças tropicais, confirmou que tinha o vírus do zika.

“Os estudos do Instituto Evandro Chagas demonstraram pela primeira vez que o zika causa uma doença grave, como o dengue. Ainda não sabemos como, mas a suspeita é que os mecanismos sejam muito similares aos que ocorrem com o dengue”, disse Maierovitch.

As análises iniciais sugerem que o maior risco de contágio se produz nos três primeiros meses de gravidez.

O ministro brasileiro de Saúde, Marcelo Castro, declarou o passado 11 de novembro o estado de emergência em saúde pública por causa dos casos suspeitos de microcefalia, uma má-formação pela que o bebê nasce com o crânio de menor tamanho ao normal.

Até a chegada do zika, os casos de microcefalia eram provocados por infecções que a mãe contraiu em seus três primeiros meses de gravidez, quando o cérebro do bebê está em formação, principalmente de toxoplasmosis ou rubeola.

O zika, endêmico do oeste da África, tem sintomas parecidos ao dengue e o chicungunha, mas até agora era considerado menos grave.

Segundo o último Diário Oficial do Ministério, 199 municípios de todo Brasil, especialmente das regiões nordeste, sudeste e da Amazônia, têm risco de sofrer uma epidemia destas doenças nos próximos meses.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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