Ebola

O mundo não está preparado para emergência sanitária mundial, diz OMS

A diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) Margaret Chan pediu a construção de novos sistemas de defesa.

  • mas infoLIB002 MONROVIA (LIBERIA) 08/08/2014.- Fotografía facilitada hoy, viernes 8 de agosto de 2014, en la que aparecen unos enfermeros liberianos con equipos de protección individual que trasladan el cuerpo de una víctima del ébola para su entierro en la comunidad de Banjor, a las afueras de Monrovia (Liberia), el pasado 6 de agosto. La Organización Mundial de la Salud (OMS) declaró hoy el brote de ébola en Africa occidental como una emergencia pública sanitaria internacional y recomendó medidas excepcionales para detener su transmisión. Los países donde hay transmisión del ébola tendrán -entre varias otras medidas- que efectuar exámenes a la salida de aeropuertos, puertos marítimos y en cruces fronterizos de toda persona con síntomas febriles que puedan asociarse al ébola. Según las estadísticas de la OMS, 932 pacientes han muerto de ébola en África Occidental, la mayoría de ellas en Liberia. EFE/Ahmed JallanzoO mundo não está preparado para emergência sanitária mundial, diz OMS
O mundo não está preparado para emergência sanitária mundial, diz OMS

A epidemia de ebola na África Ocidental demonstrou que o mundo não está preparado para fazer frente a emergências de saúde de alcance internacional, disse neste domingo a diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, que pediu a construção de novos sistemas de defesa.

“O volátil mundo virológico sempre trará surpresas. Mas nunca mais o mundo deveria ser surpreendido sem preparação para fazer frente a uma ameaça virótica”, assinalou Chan.

“Peço a todos que usem a epidemia de ebola como uma oportunidade de construir um sistema de defesa mais forte para proteger a segurança sanitária global”, acrescentou Chan, em seu discurso perante o Comitê Executivo da instituição, que hoje se reúne de forma extraordinária para avaliar a epidemia de ebola em África Ocidental.

Uma epidemia cujo primeiro caso aconteceu em dezembro de 2013 na Guiné Conakri, e desde ali se expandiu ao resto do país, e cruzou as fronteiras da Libéria e Serra Leoa, onde infectou quase 22 mil pessoas e matou quase 9 mil.

É a terceira vez na história da OMS que o Comitê Executivo se reúne de forma extraordinária, e a primeira que faz para debater uma situação epidêmica.

A diretora geral disse que são necessários programas nacionais e internacionais de preparação, e assumiu que a organização que dirige também deve fazer uma reforma para poder responder com eficácia e prontidão a uma situação similar.

“Na crise sobre a gripe pandêmica, já nos demos conta que o mundo não estava bem preparado. Agora com o ebola isso foi confirmado. A OMS sabe reagir bem aos surtos localizados, mas não a uma epidemia de alcance mundial”, confessou.

De fato, Chan assumiu minutos antes que a resposta ao ebola “tanto do mundo como da OMS tinha sido lenta demais”, o que devia servir como lição para futuras emergências.

Além disso, Chan se lamentou que não foi possível contar com remédios e nem vacinas para uma doença conhecida há 40 anos.

“Necessitamos -ressaltou- de planos de contingência mundiais de forma urgente”.

O Comitê é formado por 34 representantes dos Estados- membros e suas funções principais são assessorar ao organismo, assegurar que as decisões da Assembleia Mundial da Saúdesejam implementadas, e preparar a agenda de trabalho desta.

Durante a sessão de hoje, espera-se que o Comitê Executivo avalie o que foi realizado até agora para atalhar a epidemia, e formule recomendações para impulsionar medidas suplementares para acabar com o surto.

Além disso, espera-se que seja debatido sobre como poder reforçar as capacidades da OMS para poder responder de forma mais rápida e efetiva a emergências sanitárias como a do ebola.

Na sexta-feira, o diretor-geral adjunto encarregado da resposta ao ebola, Bruce Aylward, anunciou que ainda 50% das novas infecções provêm de cadeias de contágio desconhecidas, o que demonstra que há múltiplos focos sem controle.

Além disso, segue havendo transmissão intensa nas três capitais, onde o controle do contágio é muito mais difícil dada a quantidade e mobilidade das pessoas e o menor controle social.

Por sua parte, o enviado especial da ONU para o ebola, David Nabarro, que também discursou perante o Comitê, reiterou que a ONU não conta com bilhões de dólares para poder continuar com os trabalhos de resposta nos próximos seis meses.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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