DIA MUNDIAL DO MELANOMA

Novo tratamento oferece resultados positivos no combate ao melanoma

Denominado de imunoterapia, o novo tratamento consiste no estímulo à batalha ao tumor pelo próprio sistema imunológico do paciente, e vem apresentando resultados positivos na probabilidade de cura desde tumores em estágios iniciais, até cânceres já em metástase.

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Novo tratamento oferece resultados positivos no combate ao melanoma

No Dia Mundial do Melanoma, um novo tratamento surge no combate a este tumor que representa 25% dos casos de câncer maligno no Brasil e tem uma crescente incidência mundial há quatro décadas, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Denominado de imunoterapia, o novo tratamento consiste no estímulo à batalha ao tumor pelo próprio sistema imunológico do paciente, e vem apresentando resultados positivos na probabilidade de cura desde tumores em estágios iniciais, até cânceres já em metástase.

Foto: Divulgação

“O câncer aparece quando o sistema imunológico falha em detectar essa anomalia” explicou ao Efesaúde o médico Antônio Carlos Buzaid, reconhecido como um dos maiores oncologistas do país.

“Estes novos remédios estimulam o sistema imune a batalhar contra este câncer, mantendo ele sempre ativo e também bloquendo algumas substâncias que o tumor produz e que inibem a defesa do corpo”, completou Buzaid.

Já amplamente utilizados nos EUA, o tratamento deve chegar ao Brasil no início de 2016 e, segundo Buzaid, apresenta resultados promissores na cura de vários tipos de câncer, além do melanoma.

A natureza do tratamento, no entanto, indica a recorrência de efeitos auto-imunes colaterais no paciente, que podem ser definidos como o corpo atacando a si próprio pelo fato de o sistema imunológico estar “ativo demais”.

“Porém é muito mais simples tratar estes efeitos do que o câncer, com um pouco de cortisona já se consegue controlar estes sintomas”,  ressaltou Buzaid.

O oncologista também alerta que “o melanoma está fortemente associado à queimaduras de sol que acontecem enquanto somos jovens, eu vejo muito casos de cânceres que surgiram quando as pessoas tinham 15 anos que só as atingem na casa dos 40”.

Buzaid defende que qualquer anomalia dermatologica deve ser acompanhada por um médico, ressaltando que a simples diferença de 3mm na profundidade do alcance do tumor na pele pode elevar a taxa de fatalidade da doença de 15 para 50%.

O crescimento deste tipo de tumor está muito associado à destruição da camada de ozônio, que faz com a incidência dos raios ultravioletas seja maior. Segundo Buzaid, “combina-se este fator com o fato das pessoas não se protegerem direito e chegamos ao aumento dos casos”.

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