Programa piloto de nova vacina contra malária começa em 2018

Programas piloto para testar uma nova vacina contra a malária estão garantidos, e as primeiras imunizações poderão começar já em 2018, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Programas piloto para testar uma nova vacina contra a malária estão garantidos, e as primeiras imunizações poderão começar já em 2018, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A primeira implementação do programa piloto desta vacina de primeira geração marca um ponto de inflexão na luta contra a malária”, disse Pedro Alonso, diretor do programa de malária da OMS.

“Estes projetos pilotos nos darão as evidências da vida real necessárias para tomar decisões mais fundamentadas sobre usarmos a vacina em grande escala”, acrescentou.

Dúvidas sobre efetividade da vacina

A vacina RTS, denominada Mosquirix, foi desenvolvida pela farmacêutica GlaxoSimithKline (GSK) em parceria com a ONG Path, junto com vários centros de pesquisa africanos.

Os resultados dos testes clínicos da primeira vacina efetiva contra a malária lançaram sérias dúvidas sobre seu efeito protetor e sua segurança.

Em média, a vacina mostrou eficácia de 30%, percentual que, apesar de ser baixo, dadas as mortes anuais por malária, poderia ser uma ferramenta relevante na luta contra a doença.

Teste em grande escala

É por isso que especialistas do Grupo de Analistas sobre Imunização (SAGE) e o Comitê de Assessoria sobre Malária (MPAC) decidiram há um ano que a vacina deve ser testada em pelo menos um milhão de crianças antes de adotar uma decisão definitiva sobre sua distribuição em grande escala.

Um ano após essa decisão, os recursos foram obtidos do Fundo Mundial de Luta contra a Aids, a Malária e a Tuberculose, que aprovou uma linha de financiamento de US$ 15 milhões; da aliança para a Vacinação, Gavi, que fornecerá R$ 27,5 milhões; e da Unitaid, que dará R$ 96,69 milhões.

O programa piloto avaliará o verdadeiro efeito protetor da vacina fora dos ensaios clínicos; a capacidade e a possibilidade de incluir a administração de quatro doses nos programas rotineiros de vacinação; o impacto na mortalidade infantil; e sua segurança após a análise dos efeitos colaterais.

A vacina exige a administração de quatro doses: 7 meses, 8 meses, 9 meses e a quarta 18 meses depois.

Os pesquisadores questionam que as famílias levem seus filhos a receber a quarta dose depois de um ano e meio, quando esta vacinação não está vinculada a nenhuma outra injeção incluída no calendário de imunização, e além disso, pelas dificuldades que envolvem a capacidade de chegar até um centro de saúde em lugares remotos da África onde a malária é endêmica. Mas sem a quarta dose, o efeito da vacina se reduz drasticamente.

Efeitos secundários

Os testes clínicos detectaram um aumento do número de casos de meningite e de malária cerebral entre as crianças que receberam a vacina, comparado com as que receberam o placebo.

A OMS ainda não determinou quais países receberão os programas pilotos, mas já avisou que os que participaram das fases de teste terão prioridade.

A malária no mundo

Há 3,2 bilhões de pessoas correndo risco de contrair malária em todo o mundo, 1,2 bilhão estão em situação de alto risco.

Estima-se que 198 milhões de pessoas contraíram a doença e 584 mil morreram, 90% delas na África.

A vacina foi criada para evitar a infecção pelo Plasmodium falciparum, o parasita principal na África e causadora do tipo de malária que mais mata no mundo.

A princípio, não deveria ser eficaz contra o Plasmodium Vivax, o parasita presente nos mosquitos vetores que majoritariamente vivem e picam na América Latina.

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“A primeira implementação do programa piloto desta vacina de primeira geração marca um ponto de inflexão na luta contra a malária”, disse Pedro Alonso, diretor do programa de malária da OMS.

“Estes projetos pilotos nos darão as evidências da vida real necessárias para tomar decisões mais fundamentadas sobre usarmos a vacina em grande escala”, acrescentou.

Dúvidas sobre efetividade da vacina

A vacina RTS, denominada Mosquirix, foi desenvolvida pela farmacêutica GlaxoSimithKline (GSK) em parceria com a ONG Path, junto com vários centros de pesquisa africanos.

Os resultados dos testes clínicos da primeira vacina efetiva contra a malária lançaram sérias dúvidas sobre seu efeito protetor e sua segurança.

Em média, a vacina mostrou eficácia de 30%, percentual que, apesar de ser baixo, dadas as mortes anuais por malária, poderia ser uma ferramenta relevante na luta contra a doença.

Teste em grande escala

É por isso que especialistas do Grupo de Analistas sobre Imunização (SAGE) e o Comitê de Assessoria sobre Malária (MPAC) decidiram há um ano que a vacina deve ser testada em pelo menos um milhão de crianças antes de adotar uma decisão definitiva sobre sua distribuição em grande escala.

Um ano após essa decisão, os recursos foram obtidos do Fundo Mundial de Luta contra a Aids, a Malária e a Tuberculose, que aprovou uma linha de financiamento de US$ 15 milhões; da aliança para a Vacinação, Gavi, que fornecerá R$ 27,5 milhões; e da Unitaid, que dará R$ 96,69 milhões.

O programa piloto avaliará o verdadeiro efeito protetor da vacina fora dos ensaios clínicos; a capacidade e a possibilidade de incluir a administração de quatro doses nos programas rotineiros de vacinação; o impacto na mortalidade infantil; e sua segurança após a análise dos efeitos colaterais.

A vacina exige a administração de quatro doses: 7 meses, 8 meses, 9 meses e a quarta 18 meses depois.

Os pesquisadores questionam que as famílias levem seus filhos a receber a quarta dose depois de um ano e meio, quando esta vacinação não está vinculada a nenhuma outra injeção incluída no calendário de imunização, e além disso, pelas dificuldades que envolvem a capacidade de chegar até um centro de saúde em lugares remotos da África onde a malária é endêmica. Mas sem a quarta dose, o efeito da vacina se reduz drasticamente.

Efeitos secundários

Os testes clínicos detectaram um aumento do número de casos de meningite e de malária cerebral entre as crianças que receberam a vacina, comparado com as que receberam o placebo.

A OMS ainda não determinou quais países receberão os programas pilotos, mas já avisou que os que participaram das fases de teste terão prioridade.

A malária no mundo

Há 3,2 bilhões de pessoas correndo risco de contrair malária em todo o mundo, 1,2 bilhão estão em situação de alto risco.

Estima-se que 198 milhões de pessoas contraíram a doença e 584 mil morreram, 90% delas na África.

A vacina foi criada para evitar a infecção pelo Plasmodium falciparum, o parasita principal na África e causadora do tipo de malária que mais mata no mundo.

A princípio, não deveria ser eficaz contra o Plasmodium Vivax, o parasita presente nos mosquitos vetores que majoritariamente vivem e picam na América Latina.

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