TECNOLOGIA

Nova tecnologia conecta cérebro de pessoas com deficiência grave a computador

O BackHome conseguiu melhorar a tecnologia que permite que uma pessoa com deficiência grave navegue pela Internet, utilize o e-mail e as redes sociais e manuseie elementos de um imóvel

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Nova tecnologia conecta cérebro de pessoas com deficiência grave a computador

O projeto europeu BackHome permitiu conectar o cérebro de pessoas com deficiência grave a um computador, de modo a possibilitar um controle robótico da casa, navegar pela Internet sem fazer nenhum movimento e melhorar a autonomia física e social, entre outras funcionalidades.

Coordenado em Barcelona pelo centro tecnológico Eurecat, o BackHome conseguiu melhorar a tecnologia que permite que uma pessoa com deficiência grave navegue pela Internet, utilize o e-mail e as redes sociais e manuseie elementos de um imóvel, como luzes, televisão e eletrodomésticos.

“Conseguimos uma tecnologia que permite a comunicação com um computador sem absolutamente nenhum movimento e que pode ser oferecida pela primeira vez como uma ferramenta assistencial alternativa a outras que há disponíveis”, explicou o diretor da Unidade Tecnológica de eHealth do Eurecat, Felip Miralles.

De acordo com o pesquisador, “foi feito um teste piloto em casas de pessoas incapacitadas e tanto eles como os cuidadores e terapeutas aprovaram bastante a tecnologia do BackHome”, que decodifica o sinal elétrico do cérebro “mediante eletrodos superficiais, não invasivos, que capturam o sinal e permitem que uma pessoa dê ordens ao computador”.

Segundo Miralles, a Comissão Europeia reconheceu os resultados científicos e tecnológicos e a pesquisa realizada para desenvolver uma interface de usuário multimodal que incorpora diferentes sinais e sensores, técnicas de inteligência artificial, de reabilitação clínica, de computação na nuvem, entre outras tecnologias.

“Até então esta tecnologia era algo de laboratório e agora, pela primeira vez, foi comprovado que já é de utilidade na casa do usuário final”, garantiu Miralles.

Trata-se de um sistema flexível que, além de introduzir um navegador, e-mail, redes sociais e controle robótico das casas, também pode acrescentar um aplicativo de desenho, outro de composição musical, um reprodutor multimídia e todo um leque de opções adaptadas para o uso através desta tecnologia assistencial.

O BackHome também pode ser utilizado para a reabilitação cognitiva, para que pessoas com incapacidade resultante de um acidente possam ter mais autonomia e continuem a fazer reabilitação em casa, com exercícios pautados remotamente pelo hospital.

Como resultado do projeto, os pesquisadores desenvolveram as plataformas de telemonitoramento eKauri e eKenku, que já permitem oferecer serviços de telemedicina e teleassistência para melhorar a qualidade no atendimento a doentes crônicos.

O eKauri tem como objetivo melhorar a qualidade de vida, segurança e autonomia das pessoas dependentes através de um conjunto de sensores distribuídos pela casa que previnem situações de risco e oferecem teleassistência proativa.

Já o eKenku permite saber a situação clínica de qualquer localização e de forma simples, o que possibilita um melhor acompanhamento dos doentes crônicos complexos.

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