COLESTEROL

    No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, saiba dos riscos e tratamentos da doença

    Estudo dos Riscos Cardiovasculares em Adolescentes ressalta que essa preocupação não se limita aos adultos: um em cada cinco jovens brasileiros apresenta colesterol total alto; ainda, quase metade deles tem baixo nível de HDL, o colesterol bom, cenário pior do que o dos Estados Unidos.

    • Imagem microscópica do colesterol (Divulgação)Imagem microscópica do colesterol (Divulgação)
    Imagem microscópica do colesterol (Divulgação)

    O Ministério da Saúde estima que cerca de 40% da população brasileira apresenta colesterol alto.  Lembrado em 08 de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Colesterol chama a atenção para problemas decorrentes da elevada concentração dessa gordura no sangue, como doenças cardíacas, que são a primeira causa de mortes no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

    Estudo dos Riscos Cardiovasculares em Adolescentes ressalta que essa preocupação não se limita aos adultos: um em cada cinco jovens brasileiros apresenta colesterol total alto; ainda, quase metade deles tem baixo nível de HDL, o colesterol bom, cenário pior do que o dos Estados Unidos.

    Apesar do número expressivo, segundo a pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, 41% das pessoas não manifestam nenhuma preocupação quanto aos níveis de colesterol.

    Uma forma de transformar essa realidade é facilitar o acesso a resultados rápidos e precisos. Algumas tecnologias traçam, em cinco minutos e com apenas a ponta do dedo, um perfil com informações sobre colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos, além de medição de glicose e avaliação do risco de doenças cardiovasculares.

    Patrícia Carvalho, gerente de produtos cardiometabólicos da Alere Brasil, divisão brasileira da multinacional norte-americana, afirma que a a tecnologia Point Care pode influenciar na qualidade de vida da população. “Esse imediatismo faz com que o paciente se mantenha comprometido com o tratamento, com taxa de colesterol controlada e, consequentemente, com menos chances de complicações no futuro”, aponta.

    Entenda as siglas HDL, LDL e VLDL 

    Tipo de gordura presente em todas as células do corpo, exerce importantes funções para o bom funcionamento do organismo. Aproximadamente 70% é produzido pelo fígado, já 30% é proveniente da dieta – alimentos como laticínios, frituras e embutidos devem ser consumidos com moderação, a fim de manter o colesterol controlado.

    Existem três tipos de colesterol: HDL, LDL, VLDL. O primeiro, considerado como “bom colesterol”, é capaz de absorver os cristais de colesterol acumulado nas artérias, transportando-os até o fígado para serem eliminados.

    Já o LDL e VLDL transportam a gordura do fígado até células e tecidos, favorecendo o acúmulo nas paredes internas das artérias e, concomitantemente, diminuindo o fluxo de sangue – fator diretamente ligado às doenças cardiovasculares.

    Alimentação 

    “Os alimentos que favorecem a saúde do coração são as frutas, verduras, legumes, queijos magros, peixes, carnes e aves magras, alimentos integrais e ricos em fibras, óleos vegetais, soja e cacau”, exemplificou a nutricionista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Cintya Bassi.

    Segunda ela, o ideal é comer alimentos considerados cardioprotetores, porque contribuem para a redução do colesterol ruim e triglicérides, reduzem a pressão arterial e diminuem a agregação plaquetária, condição  que pode favorecer a formação de trombos e  prejudicar a circulação sanguínea.

    Já os alimentos que devem ser evitados por pessoas com propensão a problemas cardíacos são aqueles que necessitam de acréscimo de sal e com teor elevado de sódio, como enlatados, frios e embutidos, queijos amarelos, carnes defumadas, salgadinhos e pratos prontos.

    “Além desses, o consumo de álcool, gorduras e açúcar também não é aconselhável pois eles podem gerar descontrole na pressão arterial, alteração no ritmo cardíaco, enrijecimento das artérias, problemas renais e obesidade”, explica Cintya.

    Ela também ensina alternativas para substituir o sal, utilizando de maneira correta ervas e temperos. “Utilizar vários temperos ao mesmo tempo pode mascarar o real sabor do prato e contribuir para a sensação de que o sal faz falta. É importante saber escolher e preparar. Por exemplo, o alho contém uma substância chamada alicina que é associada a uma melhor elasticidade dos vasos sanguíneos”. Outra opção é utilizar o sal light que apresenta metade da quantidade de sódio comparado ao sal comum e possui maior quantidade de potássio, o que beneficia a redução da pressão alta. Contudo, ela alerta que o sal light deve ser evitado por pacientes com problemas renais e que, como o poder de salgar é menor, necessita cuidado para não exagerar na quantidade.

    Cintya também adverte quanto à facilidade das papilas gustativas se adaptarem aos alimentos salgados, resultando em uma demora de até três meses para se acostumar com uma dieta com o teor de sal reduzido.

    “Para estimular esse processo, em 2013, entrou em vigor uma determinação do Ministério da Saúde que solicita a redução de sódio nos alimentos processados no Brasil”, finaliza a nutricionista.

    *Com informações de assessorias 

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    Publicado em Saúde e Bem-estar

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