AIDS

No Dia Mundial da Luta contra a Aids, OMS pede fim da discriminação

“Se quisermos ter uma cobertura universal de saúde e eliminar a Aids e a hepatite, todo mundo deve colaborar”, afirmou em comunicado o diretor-geral da OMS, o doutor Tedros Adhanom Ghebreyesus.

  • Arquivo EFE.Arquivo EFE.
Arquivo EFE.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta sexta-feira, Dia Mundial da Luta contra a Aids, que não haja “discriminação” e a colaboração de todos para lutar contra esta doença.

“Se quisermos ter uma cobertura universal de saúde e eliminar a Aids e a hepatite, todo mundo deve colaborar”, afirmou em comunicado o diretor-geral da OMS, o doutor Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Os serviços de saúde deveriam se adaptar para conseguir e satisfazer as necessidades das populações mais expostas e afetadas e isso inclui uma política de tolerância zero ao estigma e à discriminação em todos os serviços de saúde”, sustentou Tedros.

No comunicado, o doutor pergunta “como é possível depois de décadas de reconhecimento do papel fundamental das comunidades na condução de resposta ao HIV, homens que têm relações sexuais com homens, trabalhadores sexuais, pessoas transgênero, usuários de drogas e prisioneiros, que representaram 40% das infecções em 2016, sigam enfrentando obstáculos para ter acesso aos serviços de saúde mais básicos”.

Além disso, muitas mulheres jovens, adolescentes, imigrantes e pessoas deslocadas são particularmente vulneráveis, segundo Tedros.

No entanto, o doutor reconheceu que “avançamos muito nos últimos 30 anos” já que “hoje em dia 21 milhões de pessoas recebem tratamento retroviral contra a doença que lhes permite viver vidas plenas e produtivas”.

“A cada dia há menos pessoas infectadas pelo HIV e também há menos mortes, mas estes sucessos estão ocultando as muitas disparidades e desafios que continuam vigentes”, advertiu.

Segundo o relatório “Blind Spot” (Ponto Cego) publicado hoje pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV e a Aids (UNAIDS), menos de 50% dos homens com HIV estão em tratamento frente a 60% das mulheres.

Além disso, os homens têm menos probabilidades de ter acesso ao tratamento do HIV e maiores riscos de morrer de doenças relacionadas com a Aids, já que representavam 58% das 1 milhão de mortes relacionadas com a doença em 2016.

No mundo todo 36,7 milhões de pessoas vivem com HIV, das quais 20,9 milhões tinham, na metade de 2017, acesso a tratamentos retrovirais, quatro vezes mais do que em 2000 e 1,2 mais que em 2015.

Os estudos mostram, além disso, que os homens são mais propensos a começar o tratamento tardiamente e a interrompê-lo.

“A resposta ao HIV desempenhou um papel fundamental na transformação da saúde pública e, por sua vez, influencia conforme a agenda universal de cobertura de saúde”, concluiu o diretor-geral da OMS.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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