ADOÇANTES

Multiplicação de informações incorretas atrapalha uso seguro de adoçantes

A pesquisadora explica que como aditivo alimentar, o também chamado de edulcorante depende de muitas aprovações de órgãos reguladores.

  • A nutricionista Márcia Tierra (esq), o professor da Universidade de São Paulo (USP) Jorge Mancini (esq), a presidenta da Sociedade Brasileira de AliA nutricionista Márcia Tierra (esq), o professor da Universidade de São Paulo (USP) Jorge Mancini (esq), a presidenta da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, Olga Amancio (dir), e a toxicóloga Maria Cecília Toledo (dir) participam do 14º Congresso da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição nesta quarta-feira, 30 de agosto de 2017, em São Paulo (Brasil). No congresso se debate sobre mitos alimentares e ideologias de saúde. EFE/Fernando Bizerra JR.
A nutricionista Márcia Tierra (esq), o professor da Universidade de São Paulo (USP) Jorge Mancini (esq), a presidenta da Sociedade Brasileira de Ali

Ideologia, desinformação e falhas de pesquisa tem atrapalhado a percepção do brasileiro na hora de consumir adoçantes, “ferramentas” usadas no tratamento contra obesidade e redução de peso, mas ainda muito associado a doenças graves especialmente pela proliferação de suspeitas falsas, criticaram especialistas.

“A internet infelizmente possibilita a multiplicação de informações incorretas e existe ainda um número de pesquisadores que desconhecem as substâncias científicas. Tem ciência por trás do adoçante”, indicou a engenheira de alimentos Maria Cecília Toledo, durante o 14º Congresso da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN).

A pesquisadora explica que como aditivo alimentar, o também chamado de edulcorante depende de muitas aprovações de órgãos reguladores e que há muito rigor em comitês científicos para avaliar riscos do produto através das especificações de identidade e pureza, perfil metabólico e estudos toxológicos, o que garante a segurança de uso para o consumidor.

“Os adoçantes aprovados para uso e alimentos foram avaliados quanto à segurança e o peso das evidências científicas tem demonstrado que o consumo dentro das recomendações não representa risco para saúde da população”, afirmou à Agência EFE.

Ela acrescenta que é mais fácil garantir a identificação do produto industrializado do que a dos adoçantes naturais, como a planta estevia, atualmente muito atribuída a dietas e alimentação saudável.

Segundo Toledo, as proibições de algumas substâncias em alguns países, como é o caso de açúcar ciclamato nos Estados Unidos, causa um problema internacional, “pois gera suspeitas em um produto baseadas em problemas econômicos e políticos, mas que não necessariamente se refere à segurança dos edulcorantes”.

A professora da Unicamp, ainda, lembra que os avanços tecnológicos e da engenharia genética caminham para produção de substâncias presentes nos edulcorantes naturais e que poderão ser geneticamente modificadas para serem oferecidas em larga escala no mercado.

“Algumas substâncias doces presentes na natureza estão presentes em quantidades muito pequenas e o processo para extrai-las é extremamente caro e nem todas as moléculas que geram o sabor doce tem melhor sabor, então a engenharia genética seleciona aquela com melhor sabor e sintetiza partir de fermentação com microrganismos geneticamente modificados”, explicou.

Marcados com: ,
Publicado em Nutrição

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Login

Registrar | Perdeu sua senha?