QUÊNIA HIV

Mulheres quenianas com HIV denunciam que foram forçadas à esterilização

Segundo o depoimento de uma das delatoras, ela deu à luz em um hospital de Nairóbi sob a advertência que não teria direito a auxílios pela maternidade se recusasse a esterilização. A mulher acrescenta que, pouco antes de dar à luz, recebeu um formulário que assinou sem ler.

  • mas infoepa000320822 A model showing a new HV-7 Rapid Test Kit after its launching in Kuala Lumpur, Malaysia, on Monday, 29 November 2004. The HV-7, HIV Rapid Test Kit is an enhanced seventh (7th) generation of its kind that speeds up the screening process of HIV antibodies 1 and 2 very accurately within 5 minutes. HV-7 is claim to be the fastest amongst other HIV rapid test kit available in the global market. EPA/AHMAD YUSNIFoto: EPA/AHMAD YUSNIFoto: EPA/AHMAD YUSNI
Foto: EPA/AHMAD YUSNI

Pelo menos quatro mulheres quenianas portadoras do vírus HIV denunciaram nos tribunais que foram “forçadas a se esterilizar” em uma maternidade da capital do país, informou nesta quinta-feira a imprensa local.

“A esterilização forçada de mulheres com o HIV sem seu consentimento, a coação e a ameaça de acabar com o auxílio financeiro que recebem caso não passem por esse processo é degradante e um abuso de sua dignidade”, denunciou o advogado das vítimas, Allan Maleche.

Além disso, outras 40 mulheres soropositivas foram forçadas à esterilização, segundo duas ONGs locais em declarações ao jornal “Daily Nation”.

Segundo o depoimento de uma das delatoras, ela deu à luz em um hospital de Nairóbi sob a advertência que não teria direito a auxílios pela maternidade se recusasse a esterilização. A mulher acrescenta que, pouco antes de dar à luz, recebeu um formulário que assinou sem ler.

“Só me dei conta, após vários meses, que era meu consentimento para a esterilização”, afirmou.

Após o parto, a mulher voltou a sua clínica habitual para receber o leite infantil e a comida que estão incluídos no auxílio, mas foi informada que “nada seria entregue” a menos que fosse provado que ela se submeteu voluntariamente a uma cirurgia de ligadura de trompas.

“Uma enfermeira me informou que o procedimento ocorreu durante a cesárea”, disse a delatora.

As quatro mulheres deram à luz no mesmo hospital de Nairóbi, recomendadas também pela mesma clínica, e denunciam que esta violou “os padrões internacionais de saúde”.

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Publicado em Saúde de Gênero

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