CUBA e EUA

Ministro cubano quer maior parceria em saúde após degelo nas relações com EUA

O ministro fez estas declarações em entrevista coletiva no Clube Nacional de Imprensa de Washington, durante sua visita à capital americana.

  • mas infoHAB101. LA HABANA (CUBA), 03/12/2012.- El ministro de Salud Pública de Cuba, Roberto Morales Ojeda, habla hoy, lunes 3 de diciembre de 2012, en la inauguración de la Convención Internacional Cuba-Salud 2012, en La Habana (Cuba). EFE/STRFoto: EFE/STRFoto: EFE/STR
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O ministro da Saúde Pública de Cuba, Roberto Morales Ojeda, afirmou em Washington que espera uma maior colaboração em matéria de saúde e ciência com os Estados Unidos após o restabelecimento de relações diplomáticas anunciado nesta quarta-feira pelos dois países.

Morales disse considerar que este novo cenário “permitirá a troca de informações e experiências” sobre saúde e ciência, mas lembrou que só o fim do embargo econômico e comercial, que depende do Congresso dos EUA, permitirá a entrada, em Cuba, de produtos médicos e tecnologias não disponíveis agora.

O ministro cubano fez estas declarações em entrevista coletiva no Clube Nacional de Imprensa de Washington, durante sua visita à capital americana.

“A forma como nos afetou o bloqueio econômico e comercial foi superior a US$ 60 bilhões, infelizmente não podemos calcular os danos à saúde e o sofrimento causado aos cidadãos”, disse Ojeda.

“Portanto, acreditamos que o restabelecimento das relações e a suspensão do bloqueio nos deve permitir no futuro a aquisição de tecnologia e produtos que hoje não podem chegar a nosso país”, acrescentou.

O ministro se manifestou nestes termos na sessão de perguntas de uma conferência sobre saúde realizada quase paralelamente ao anúncio do presidente americano, Barack Obama, feito na Casa Branca – a duas quadras de distância do Clube Nacional de Imprensa -, de que tinha sido selado um acordo para a reabertura de embaixadas nas respectivas capitais.

“Poderemos trabalhar juntos para buscar soluções aos problemas de saúde como fazemos com 68 países no mundo todo, onde há 50 mil colaboradores de saúde cubanos”, explicou Ojeda.

“A saúde cubana também tem um princípio que é o internacionalismo, está baseada em compartilhar o que temos, e o principal recurso com o qual contamos são os recursos humanos, temos 7,7 médicos para cada 1.000 habitantes”, acrescentou.

A agenda do ministro em Washington se limitou a uma cerimônia realizada ontem na sede da Organização Pan-americana da Saúde (OPS/OMS) e a uma conferência, hoje, sobre esse mesmo tema no Clube Nacional de Imprensa, conforme o próprio Ojeda afirmou, descartando outros encontros.

Cuba tornou-se ontem o primeiro país em todo o mundo a receber a certidão da Organização Mundial de Saúde (OMS) por ter eliminado a transmissão do vírus da aids (HIV) e da sífilis de mãe para filho.

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Publicado em Ciência Médica

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