Dengue

Ministro afirma que Brasil vive “tecnicamente” uma epidemia de dengue

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, admitiu nesta quinta-feira que o Brasil enfrenta “tecnicamente” uma epidemia de dengue.

  • mas infoBRA58. SAO PAULO (BRASIL), 24/04/2015.- Un agente municipal de salud extrae una larva del mosquito Aedes aegypt que transmite el Dengue hoy, viernes 24 de abril de 2015, durante una inspección a una residencia, en la zona norte de ciudad de Sao Paulo (Brasil). Uniformados y con mucho repelente, cincuenta soldados del Ejército patrullan por la mayor ciudad del Brasil para combatir al enemigo: el mosquito del dengue, responsable de enfermar a 460.500 personas en lo que va de año en el país. La presencia de los soldados y cabos, emparejados con un agente sanitario cada uno, sirve para infundir confianza a la población durante las tareas de vigilancia y concienciación que el gobierno del municipio de Sao Paulo lleva a cabo para combatir la epidemia. EFE/Sebastião MoreiraEFE/Sebastião MoreiraEFE/Sebastião Moreira
EFE/Sebastião Moreira

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, admitiu nesta quinta-feira que, levando em conta os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil enfrenta “tecnicamente” uma epidemia de dengue.

Segundo o ministro, apesar dos casos da doença estarem concentrados em sete estados, especialmente em São Paulo, Goiás e Acre, as estatísticas em nível nacional indicam que o Brasil registra atualmente mais de 300 casos de dengue por cada 100.000 habitantes, nível que a OMS considera como indicativo de uma epidemia.

De acordo com o último boletim epidemiológico, o número de casos de dengue registrados no país neste ano até 18 de abril chegava a 745.957, o que representa 367,8 casos por cada 100.000 habitantes.

O número de contágios é 234,2% superior ao do mesmo período do ano passado, embora seja 48,6% inferior às 1,4 milhão de confirmações de 2013, quando o país enfrentou uma das mais graves epidemias da doença.

Até 18 de abril foram registradas 229 mortes pela doença, com um crescimento de 45% frente às 158 do mesmo período do ano passado. Das 229 mortes deste ano, 169 aconteceram no estado de São Paulo, 15 em Goiás, oito no Paraná e oito em Minas Gerais.

Segundo Chioro, a diferença com a situação de 2013 é que nesta ocasião a epidemia está concentrada em poucos estados.

“(A epidemia) é diferente porque não se manifesta em todos os estados da mesma maneira. Nós temos sete estados neste momento que estão em situação epidêmica”, declarou o ministro, acrescentando que as estatísticas não podem ser comparadas com as de 2014, quando a incidência foi muito baixa.

“Estamos comparando os dados de 2015 com um ano de baixíssima incidência e pouquíssimos números de óbitos. Quando comparamos com 2013, nós não chegamos às mesmas proporções. A diferença é que neste ano, vamos ser claros e objetivos, (as mortes) se expressam fortemente em São Paulo”, concluiu Chioro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Login

Registrar | Perdeu sua senha?