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Microcefalia: Emergência global, segundo OMS

“O zika vírus por si só não é uma emergência internacional”, ressaltou reiteradamente o diretor de emergências da OMS, Bruce Aylward.

  • mas infoACOMPAÑA CRÓNICA: BRASIL ZIKA. BRA66. PIRACICABA (BRASIL), 27/01/2016.- Fotografía de mosquitos modificados genéticamente, este martes, 26 de enero de 2016, en Piracicaba, estado de Sao Paulo (Brasil). Una legión semanal de 800.000 mosquitos transgénicos combate en la ciudad brasileña de Piracicaba el Aedes aegypti, un transmisor del dengue y el zika que ha puesto en jaque a las autoridades sanitarias de Brasil y otros países de Latinoamérica. Los mosquitos transgénicos, cuya comercialización todavía está pendiente de aprobación por parte de los órganos reguladores, se aparejan en libertad con las hembras salvajes y transmiten el "gen letal" a sus descendientes, por lo que la nueva generación de mosquitos muere antes de llegar a la fase adulta, disminuyendo así su población. EFE/Sebastião MoreiraMicrocefalia: Emergência global, segundo OMS
Microcefalia: Emergência global, segundo OMS

O Comitê de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira uma emergência sanitária de alcance internacional para os casos de microcefalia e de desordens neurológicas registrados no Brasil, ao mesmo tempo em que ressaltou que o zika vírus não é por não ter sido comprovada a relação entre ambos.

O anúncio foi feito em entrevista coletiva pela diretora geral da instituição, Margaret Chan, que disse “que os casos de microcefalia e outras desordens neurológicas por si mesmos, por sua gravidade e pela carga que representam para as famílias, constituem uma ameaça por si só e por isso aceitei a recomendação do Comitê”.

“O zika vírus por si só não é uma emergência internacional”, ressaltou reiteradamente o diretor de emergências da OMS, Bruce Aylward.

“O que é uma ameaça e por isso uma emergência internacional são os dois grupos de casos de microcefalia no Brasil atualmente e os que ocorreram na Polinésia Francesa em 2013 e 2014”, disse por sua vez o presidente do Comitê de Emergências, David Heymann.

“Não pudemos estabelecer a relação direta entre o zika vírus e os casos de microcefalia e desordens neurológicas. Isso é o que devemos investigar. Mas os casos de más-formações são tão graves que decidimos declará-los uma emergência”, acrescentou Heymann.

O especialista disse ainda que “o fato de que esteja se expandindo é outro dos argumentos para declarar a emergência”.

Consultado sobre esta “expansão” e o fato de que a própria Chan tenha dito que estas más-formações representam “uma ameaça para o resto da população mundial”, o diretor de emergências respondeu que a OMS “teme” que estas dolências possam “estender-se a outros lugares”.

Aylward, no entanto, não deu mais explicações de como isto pode ocorrer.

“É uma condição tão séria (as más-formações e a microcefalia) que temos que atuar e tomar medidas preventivas”, argumentou Chan.

Apesar da declaração da emergência, a OMS rejeitou recomendar restrições de viagens, nem mesmo para as mulheres grávidas.

“Não fazemos nenhuma recomendação de restrição de viagens nem de comércio, nem mesmo para as grávidas”, enfatizou Aylward.

A OMS confirmou que até o momento foram detectados casos do vírus em 25 países e territórios das Américas.

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