DENGUE

México assina declaração para implementar primeira vacina contra dengue

A Secretaria de Saúde do México e a empresa Sanofi Pasteur assinaram uma declaração de intenção para a implementação da vacina contra dengue durante atividades da delegação mexicana na França.

  • mas infoEFE/EUA CARIBE SHM09 PROVO (UT, EEUU), 1/5/2009.- Una enfermera prepara este viernes 1 de mayo las vacunas contra la gripe estacional que serán inyectadas en la Clinica de la Inmunización en la ciudad de Provo (Utah). Sin embargo, según la directora de la Organización Mundial de la Salud (OMS) para la Investigación de Vacunas, Marie-Paule Kieny, esta vacuna no es efectiva para prevenir el nuevo virus AH1N1. Kieny recordó que la fabricación de vacunas resulta de un complejo proceso que, en algunos casos, ha hecho imposible formular vacunas para determinadas enfermedades, como el sida. Sin embargo, se mostró confiada en la "tremenda experiencia" que tiene la industria farmacéutica en el área de vacunas para la gripe estacional. EFE/GEORGE FREYFoto:  EFE/GEORGE FREYFoto: EFE/GEORGE FREY
Foto:  EFE/GEORGE FREY

A Secretaria de Saúde do México e a empresa Sanofi Pasteur assinaram uma declaração de intenção para a implementação da vacina contra dengue durante atividades da delegação mexicana na França.

Com esta assinatura, o México será um dos primeiros países do mundo a ter esse tipo de medicação, segundo informou em nota a Secretaria de Saúde.

A secretária de saúde mexicana, Mercedes Juan, e a ministra francesa de Assuntos Sociais, Saúde e Direitos da Mulher, Marisol Touraine, assinaram como testemunhas de honra à declaração, que foi escrita pelo subsecretário de Prevenção e Promoção de Saúde do México, Pablo Kuri. Também como testemunha estava o representante da Unidade de Negócios da Vacina contra a Dengue da Sanofi Pasteur.

A cerimônia de assinatura aconteceu durante a visita delas aos laboratórios da Sanofi  Pasteur na cidade de Lyon, no sul da França, marcando também a presença do México no país.

Durante uma visita ao México em junho, o diretor executivo da Sanofi Pasteur, Olivier Charmeli havia falado que a primeira vacina contra a dengue, que demonstrou eficácia em testes químicos diante dos quatro tipos da enfermidade, estará pronta para ser distribuída assim que haja autorização das autoridades sanitárias.

Charmeli também indicou que a empresa farmacêutica, com sede em Lyon, submeteu no início de 2015 os resultados das provas clínicas às autoridades de seis países da América Latina e Ásia, sendo o objetivo submeter em 20 países até o fim do ano para ter a liberação o quanto antes.

“Isto significa que no final do ano poderemos ter solicitações em países que representam (juntos) populações de mais de 1 bilhão de pessoas”, expôs o executivo.

Dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que, potencialmente, a dengue é uma doença endêmica que se desenvolve em regiões com populações conjuntas de 3 a 4 bilhões em todo o mundo.

O executivo destacou também que dentro do programa de desenvolvimento global de vacinas contra dengue 40 mil pessoas receberam doses da vacina e tiveram “significativas provas clínicas no México”, o único país da América Latina e um dos dois mais no mundo junto com Filipinas, que participou das três etapas do processo de provas clínicas iniciado em 2014 e concluído 10 anos depois.

Sanofi Pasteur anunciou em setembro de 2014 que os resultados da terceira e última fase das provas clínicas em cinco países latino-americanos (Brasil, Colômbia, Honduras, México e Porto Rico), que mostraram uma eficácia geral de 60,8% em prevenção à dengue nas crianças e adolescentes.

Esses resultados foram consistentes com os obtidos na Ásia (Filipinas, Vietnã, Malásia, Indonésia e Tailândia)

Atualmente não há tratamento específico contra a dengue, enfermidade produzida por um vírus e transmitida pelo mosquito  Aedes aegypti, cujos sintomas incluem febre, enxaquecas, dor muscular e nas articulações e uma característica mancha avermelhada.

Dos aproximadamente 220 milhões de pessoas infectadas anualmente, dois mihões , principalmente crianças, desenvolvem a variedade hemorrágica, que pode ser fatal.

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Publicado em Ciência Médica

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