EUTANÁSIA

Médicos aprovam primeira eutanásia a paciente com câncer na Colômbia

Primeira eutanásia do país a um idoso com câncer terminal há poucos dias teve o tratamento suspenso pelo próprio hospital por supostos vazios legais.

  • Foto: Zaldyimg (CC BY 2.0)Foto: Zaldyimg (CC BY 2.0)
Foto: Zaldyimg (CC BY 2.0)

A junta médica da Clínica Oncologistas do Ocidente, da cidade de Pereira, na Colômbia, autorizou nesta quinta-feira a realização da primeira eutanásia do país a um idoso com câncer terminal, que há poucos dias teve o tratamento suspenso pelo próprio hospital por supostos vazios legais.

Ovidio González, de 79 anos, tem um agressivo câncer no rosto e sua doença já não pode ser combatida com medicamentos. O hospital, que desenvolveu todo o procedimento legal, autorizou hoje o procedimento, depois que na semana passada uma reunião para decidir o caso foi cancelada, conforme denunciou o filho do paciente, Julio César González, no domingo.

Julio é um famoso cartunista colombiano, conhecido como “Matador”, e relatou a imprensa que um médico “alegou que para cumprir esse direito o doente ele deveria estar completamente prostrado, e da forma como está poderia viver algum tempo”. Perante a polêmica que o caso gerou no país, o Ministério da Saúde determinou ontem que instituições e profissionais da área médica acompanhassem os procedimentos estabelecidos para aplicar a “morte antecipada com alto sentido humanitário”.

“A aplicação do procedimento de morte assistida está devidamente regulamentado no país e estabelece a aplicação de um processo detalhado que deve ser cumprido”, esclareceu o órgão.

A regulamentação da eutanásia assinada em 20 de abril pelo Ministério da Saúde seguindo um pedido da Corte Constitucional.

Sobre os motivos para suspender a eutanásia a Ovidio, o Ministério explicou que “aparentemente se apresenta uma divergência entre o conceito do médico que o trata e o médico integrante do comitê científico interdisciplinar para o direito a morrer com dignidade”.

Eutanásia no Brasil

A eutanásia não é legalizada no Brasil, diferente da ortonásia, que é a suspensão de tratamentos considerados excessivos, esta é amparada pelo Conselho Federal de Medicina, que permite a suspensão do tratamento ou desligamento de aparelhos que estejam apenas mantendo os órgãos em funcionamento, sem possibilidade de cura ou recuperação.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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