DIABETES

Medicamento para diabetes não aumenta risco de AVC, diz pesquisa

A sitagliptina, remédio muito utilizado por diabéticos de tipo 2, teve a comprovação de não aumentar os riscos de acidentes cardiovasculares em pacientes.

  • mas infoMD21. MADRID, 14/11/09.- Un médico saca una muestra de sangre a un asistente a la celebración del Día Mundial de la Diabetes, que se celebra hoy bajo el lema "Prevención y educación en diabetes". El acto se ha ubicado en la madrileña Plaza de España, donde se ha montado un recinto informativo donde se llevarán a cabo pruebas diagnósticas para la prevención de la diabetes y entrega de información sobre esta patología. EFE/ FERNANDO ALVARADOFoto: EFE/ FERNANDO ALVARADOFoto: EFE/ FERNANDO ALVARADO
Foto: EFE/ FERNANDO ALVARADO

Pesquisa estadunidense confirma que a sitagliptina, tratamento comum para diabéticos de tipo 2, não aumenta os riscos de acidentes cardiovasculares, principal causa de óbito em pacientes com esta condição.

Publicada no The New England Journal of Medicine e apresentada no congresso internacional da Associação Americana de Diabetes (ADA), a pesquisa comprovou que este inibidor da enzima DPP-4 não atua no aumento da propensão à acidentes cardiovasculares, como é o caso de outros medicamentos muito utilizados no tratamento desta condição.

Tal medicamento, administrado oralmente, atua como um inibidor da ação do hormônio pancreático glucagon, responsável pela quebra de polipeptídeos para aumentar os níveis de glicose no sangue, além de atuar como um estímulo à ação de insulina endógena, ou seja, produzida pelo próprio corpo do paciente.

O glucagon é o hormônio que aumenta o nível de açúcar no sangue quando necessário, liberando mais glicose neste.

Embora muitos medicamentos sejam eficientes como a sitagliptina no controle dos níveis de açúcar no sangue, Freddy Eliaschewitz , endocrinologista e chefe do Centro de Pesquisas Clínicas em Diabetes, observa em entrevista ao EFEsaúde que “pacientes diabéticos morrem mais de acidentes cardiovasculares que de problemas de hiperglicemia”. Mesmo que os remédios aprovados atualmente já contem com o teste de sua ação na possível piora dos quadros cardiovasculares nos pacientes, “antigamente os medicamentos eram aprovados apenas por baixar os níveis de açúcar, porém eles mesmo podiam aumentar os riscos de eventos cardiovasculares”.

Pacientes de diabete tipo 2 são aqueles que tem alguma rejeição à ação da insulina do próprio corpo ou não produzem hormônio suficiente para controlar os açúcares no seu sangue.

Muitos destes medicamentos antigos, no entanto, ainda são muito utilizados e inclusive distribuídos pelo Sistema Unificado de Saúde (SUS), o Eliaschewitz ressalta que deve-se tomar cuidado para “não estarmos dando com uma mão para tirar com a outra”, pois o controle das taxas de açúcar sozinho não garante mais a saúde do paciente.

“Não temos a pretensão de ter remédios milagrosos que tratam diabetes e também curem as artérias, mas apenas não aumentar riscos cardiovasculares já é muito importante” afirma Eliaschewitz.

Em contraponto, o doutor ressalta que testar remédios antigos levaria um investimento muito grande que as empresas farmacêuticas não estão dispostas a fazer, principalmente porque estes remédios “não dão mais lucro”.

“Se você entrar em qualquer UTI de hospital hoje, com certeza verá que metade das camas são ocupadas por pacientes com problemas cardiovasculares” indica Eliaschewitz, que explica que atualmente “tratar pacientes diabéticos não é só tratar o açúcar no sangue, também se faz controle de colesterol, gorduras e várias condições físicas que podem aumentar os riscos de um acidente cardiovascular”.

A insulina é o hormônio que diminui o nível de açúcar no sangue quando em excesso, formando moléculas polipeptídicas com a glicose que colhe no sangue.

A diabetes tipo 2 é diagnosticada principalmente em pessoas que estão incluídas nos seguintes grupos de riscos: com idade superior aos 45 anos, obesos ou com sobrepeso, com histórico familiar da condição, sedentários, com baixos níveis de colesterol HDL, com elevado nível de triglicerídeos, hipertensos ou pessoas que abusam do álcool.

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