ABORTO

Manifestação a favor de aborto livre reúne 2 mil pessoas no Chile

A manifestação foi convocada pela Coordenadora Feministas em Luta (CFL), sob o lema “Nós mulheres, abortamos. Por um aborto livre, gratuito e seguro”

  • mas infoCH03. SANTIAGO (CHILE), 25/07/2015. Cientos de manifestantes chilenos marchan hoy, sábado 25 de julio de 2015, en favor de la despenalización del aborto en Santiago de Chile (Chile). Unas 2000 personas caminaron por la capital chilena pidiendo que el aborto fuera legal, seguro y gratuito. El acto terminó sin incidentes. EFE/Felipe TruebaFoto: EFE/Felipe TruebaFoto: EFE/Felipe Trueba
Foto: EFE/Felipe Trueba

Cerca de duas mil pessoas participaram neste sábado da terceira edição de uma manifestação pelo aborto livre em Santiago do Chile, enquanto tramita um projeto de lei que despenaliza a interrupção da gravidez em três casos específicos.

A passeata começou na Alameda Bernardo O’Higgins, a principal avenida da capital chilena, e terminou em um parque próximo a Praça Itália com um espetáculo musical de conhecidos artistas locais.

A manifestação foi convocada pela Coordenadora Feministas em Luta (CFL), sob o lema “Nós mulheres, abortamos. Por um aborto livre, gratuito e seguro”, e seu objetivo, segundo a organização, é denunciar “a situação de opressão sob a qual vivem as mulheres criminalizadas por abortar”.

Isso apesar de se tratar “de uma prática realizada desde tempos imemoráveis”, assinalou em comunicado a CFL, que agrupa diversos coletivos a favor do aborto.

Em 4 de agosto, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados votará um projeto de lei que despenaliza o aborto em três casos: incompatibilidade do feto com a vida, risco de vida para a mãe e quando a gravidez for resultado de estupro.

No Chile, o aborto terapêutico existiu durante a maior parte do século XX, mas a ditadura de Augusto Pinochet tornou a prática em crime em 1989, no apagar das luzes do violento regime, que ficou 17 anos no poder.

Para a CFL, o projeto de lei em trâmite é insuficiente, pois não aborda a questão dos abortos clandestinos, que são a maioria, e também não considera o direito à autonomia de uma mulher por seu corpo.

“Não queremos mais presas por abortar”, afirmou a organização, advertindo que a atual legislação criminaliza principalmente as mulheres pobres.

Segundo dados de Carabineiros (a polícia militar), em 57% das denúncias de abuso sexual no Chile as vítimas são menores de idade e 40% têm menos de 14 anos, enquanto, de acordo com o Ministério Público, acontecem 17 estupros por dia no país.

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Publicado em Saúde de Gênero     Saúde sexual

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