ABORTO

Laboratório interrompe venda de abortivo na França por efeitos colaterais

O Cytotec, composto por misoprostol, começou a ser comercializado na França em 1987 para o tratamento preventivo e curativo das úlceras

  • EFE/Gustavo CuevasEFE/Gustavo Cuevas
EFE/Gustavo Cuevas

O laboratório Pfizer deixará de vender na França, a partir do 1º de março de 2018, um medicamento utilizado para induzir o parto, o Cytotec, devido aos alertas sanitários que suscitou, informou nesta sexta-feira a Agência Nacional de Segurança do Medicamento e dos Produtos de Saúde (ANSM) do país europeu.

A decisão do laboratório se deve às advertências sanitárias emitidas pela ANSM, que assinalou que o Cytotec pode causar efeitos colaterais graves tanto para a parturiente (ruptura do músculo uterino) como no feto, com hemorragias e anomalias dos batimentos cardíacos.

O Cytotec, composto por misoprostol, começou a ser comercializado na França em 1987 para o tratamento preventivo e curativo das úlceras e as lesões gastroduodenais produzidas por esteroides, mas seu uso é cada vez mais residual devido à comercialização de outros produtos.

Apesar dos alertas da agência francesa, o medicamento foi utilizado na França para induzir partos a partir das 37 semanas de amenorreia e para as interrupções voluntárias da gravidez.

No Brasil, onde o aborto é considerado crime, o Cytotec foi comercializado durante muitos anos de forma ilegal pela internet e sua venda é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Atualmente, toda e qualquer venda de medicamentos à base da substância misoprostol, que faz parte da lista de substâncias sujeitas a controle especial atualizada regularmente pela Anvisa, é restrita a estabelecimentos hospitalares devidamente cadastrados e credenciados.

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