PÍLULA CONTRA O CÂNCER

Justiça autoriza paciente a adquirir a polêmica pílula de câncer

A substância começou a ser produzida em laboratório químico do instituto de química de São Carlos, na Universidade de São Paulo, no início da década de 1990 e foi distribuída de maneira gratuita aos pacientes que a solicitassem até o ano passado.

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Justiça autoriza paciente a adquirir a polêmica pílula de câncer

A Justiça brasileira informou hoje que  autorizou um paciente a adquirir  a fosfoetanolamina sintética, nome ciêntifico da polêmica pílula divulgada como “remédio” contra o câncer, ainda que autoridades neguem que existam provas da eficácia desta substância.

O decisão judicial, de caráter provisório, foi repassada no último 6 de novembro pelo juiz Cássio Benvenutti de Castro, do estado do Rio Grande do Sul, mas só foi divulgada na terça-feira, 10.

A fosfoetanolamina, desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e que durante mais de uma década foi distribuída de maneira gratuita, está proibida até conseguir a homologação da Agência Nacional de Saúde (Anvisa), motivo pelo qual pacientes com câncer recorreram à justiça para sua liberação.

Em sua decisão, o juiz Benvenutti de Castro argumentou que levou em conta o sofrimento do paciente da cidade de Terra de Areia (Rio Grande do Sul), portador de um tipo de câncer maligno diagnosticado em 2014 e que se encontra em uma fase avançada.

“A decisão leva em conta o sofrimento do paciente que relata dores severas, a esperança de vida e a melhora do quadro geral, algo que o tratamento convencional não estaria proporcionando”, assinala um comunicado do tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

A Justiça do estado já tinha concedido outras duas autorizações para a utilização da pílula a dois pacientes das localidades de Caxias do Sul e Cachoeira do Sul.

A substância começou a ser produzida em laboratório químico do instituto de química de São Carlos, na Universidade de São Paulo, no início da década de 1990 e foi distribuída de maneira gratuita aos pacientes que a solicitassem até o ano passado.

Apesar dos relatos positivos de alguns doentes, a comunidade médica e científica considera que a fosfoetalonamina não pode ser considerada como um remédio, porque não foram comprovadas suas supostas propriedades curativas.

Igualmente, a USP informou recentemente, após uma anterior decisão judicial, que cumprirá as ordens, mas reiterou que a substância “não é um remédio” e que a universidade “não é uma indústria química ou farmacêutica”.

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