CÉLULAS-TRONCO

Japão realiza com sucesso primeira operação com células-tronco “magnéticas”

Embora ainda seja necessário aproximadamente um ano para determinar a efetividade do tratamento, o grupo de cirurgiões lembrou que as operações realizadas até agora em animais tiveram um grande sucesso.

  • mas infoepa03807587 Olaf Hilde, restorer of the State Museum Braunschweig, looks at a piece of armour under a microscope in Braunschweig, Germany, 30 July 2013. The exhibition 'Rome's forgotten campaign - The Battle of Harzhorn' runs from 01 September until 19 January 2014. EPA/Sebastian KahnertEPA/Sebastian KahnertEPA/Sebastian Kahnert
EPA/Sebastian Kahnert

Uma equipe do Hospital Universitário de Hiroshima, no Japão, realizou com sucesso a primeira operação para regenerar cartilagem do joelho utilizando células-tronco misturadas com ferro e imãs para concentrá-las na área afetada, informou nesta sexta-feira a instituição.

Embora ainda seja necessário aproximadamente um ano para determinar a efetividade do tratamento, o grupo de cirurgiões lembrou que as operações realizadas até agora em animais tiveram um grande sucesso.

O procedimento, que neste caso foi utilizado em uma mulher de 18 anos, começou com a extração de células-tronco mesenquimais da medula óssea da paciente.

Em seguida, elas foram misturadas com pó de ferro para criar células-tronco (que têm capacidade para se transformar em qualquer tipo de tecido) com um alto conteúdo deste metal.

A equipe injetou as células no joelho direito da mulher e depois empregou imãs para concentrá-las na área onde havia perda de cartilagem, com o objetivo de que se transformem em tecido cartilaginoso nos próximos meses.

Cirurgia

Este tipo de cirurgia endoscópica é menos agressiva para o paciente, segundo o professor Mitsuo Ochi, que liderou a equipe médica.

Normalmente, são necessários dois procedimentos cirúrgicos para reparar a cartilagem do joelho.

A cartilagem, cuja perda provoca grandes dores pois sua função é amortecer os golpes e evitar o atrito entre os ossos, tem uma capacidade muito limitada para se regenerar.

A equipe médica planeja realizar mais operações como estas nos próximos meses para aprimorar a segurança do processo, que se encontra em fase de teste clínico.

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Publicado em Ciência Médica

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