Cérebro

Hospital espanhol cria banco de cérebros para estudo de doenças

As extrações acontecerão já em 2018, de pacientes com autorização prévia

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EFE

Um hospital da cidade espanhola de Valência projetou um banco de cérebros para estudar e confirmar diagnósticos de falecimento por doença neurológica e facilitar as pesquisas de causas e mecanismos destas patologias.

As primeiras extrações e conservação de cérebros estão previstas para o primeiro trimestre de 2018, informaram à Agência Efe fontes do hospital La Fe de Valência.

O banco de cérebros, integrado no biobanco do hospital, administrará mostras para a investigação de doenças neurodegenerativas como o alzheimer, a esclerose lateral amiotrófica (ELA) e o parkinson.

O objetivo é facilitar a transferência de tecido cerebral de doadores doentes e sadios que possa ser utilizado para a pesquisa.

O Serviço de Neurologia do hospital oferecerá a possibilidade de doar a pacientes com doenças neurológicas, enquanto um neuropatólogo especializado do Serviço de Anatomia Patológica fará as extrações do cérebro de falecidos, selecionará as mostras de tecido que serão preservadas e efetuará o diagnóstico definitivo da doença.

Segundo as fontes, os bancos de cérebros são “fundamentais” para o estudo das doenças neurológicas em geral e das neurodegenerativas em particular, e atualmente o biobanco do La Fe administra a conservação de novas mostras, como de sangue e líquido cefalorraquidiano.

As fontes destacaram que mais de 90% das pesquisas biomédicas requerem mostras biológicas humanas e, neste sentido, os biobancos são “fundamentais” para que o estudo avance com mais garantias.

Na Espanha, qualquer pessoa que desejar pode, depois de falecida, doar o cérebro e outros órgãos para fins científicos, basta assinar um consentimento informado.

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Publicado em Ciência Médica

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