HIV

Filipinas é líder asiático em propagação do HIV, com 29 contagiados por dia

Nas Filipinas, o número de portadores do vírus da imunodeficiência humana passou de 4.300 em 2011 a 10.500 em 2016, segundo o Departamento de Saúde do país

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EPA/RITCHIE B. TONGO

As Filipinas ocupam o primeiro lugar da Ásia em aumento de infecções por HIV, conforme divulgou nesta terça-feira (1º) o Departamento de Saúde deste país onde os casos de portadores duplicaram nos últimos seis anos e todo dia 29 pessoas se contagiam com o vírus.

“As Filipinas se tornaram o país com maior aumento da epidemia de HIV na Ásia e no Pacífico, e passou a fazer parte dos oito países que acumulam mais de 85% de novas infecções na região”, explicou a secretaria de Saúde, Paulyn Ubial, em uma coletiva de imprensa em Manila.

A ministra soou o alarme após ser revelado no final de julho o último relatório Onusida, cujos dados revelam uma tendência à redução tanto do número de casos como das mortes a nível mundial na última década.

Ao contrário, nas Filipinas o número de portadores do vírus de imunodeficiência humana passou de 4.300 em 2011 a 10.500 em 2016, ano em que foram detectadas 29 novas infecções por dia, até um total de casos superiores a mil.

Cerca de 85% das novas infecções de HIV entre os filipinos aconteceram em relações sexuais entre dois homens, e dois em cada três entre jovens de 16 a 24 anos, segundo os dados do relatório.

A secretária de Saúde insistiu na necessidade de promover tanto a abstinência como o uso do preservativo para frear a epidemia de HIV nas Filipinas, um país de tradição católica muito arraigada, onde a educação sexual continua sendo um tabu na maioria das casas e escolas.

O presidente do país, Rodrigo Duterte, ordenou no começo deste ano a aplicação de um programa de ensino sexual que incluísse a promoção de medidas anticoncepcionais e a distribuição de preservativos nas escolas e faculdades.

No entanto, as pressões tanto da Igreja Católica como de dirigentes locais e grupos conservadores derrubaram a iniciativa, apesar do apoio de setores progressistas e grupos de apoio a afetados pelo HIV e pela aids.

No ano passado, a aids matou mais de um milhão de pessoas no mundo todo, o que representa uma redução em relação a 1,9 milhão de mortes registradas em 2015, segundo os dados do relatório Onusida.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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