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FAO clama pela recuperação de alimentos tradicionais que foram abandonados

Muitos alimentos responsáveis por muitos benefícios nutricionais foram abandonados das culturas locais de consumo e precisam ser incentivados novamente, segundo diretora da FAO.

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Foto: Arquivo EFE

A diretora de Nutrição da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Anna Lartey, clamou na semana passada em Roma pela recuperação de alimentos tradicionais que tiveram o consumo abandonado apesar de seus benéficos valores nutricionais.

Lartey afirmou que em muitos lugares se deixaram de consumir frutas e verduras locais que já foram “muito populares”, além das crianças deixarem de ter uma dieta variada para comer grandes quantidades do mesmo alimento básico, como o arroz por exemplo.

“Temos que devolver (estes alimentos tradicionais) à mesa”, sugeriu a responsável em um debate sobre meios para melhorar a educação nutricional.

Além disso, destacou também a necessidade da criação de políticas de incentivo que garantam o acesso destes produtos ao mercado, aproveitando a demanda por uma maior variedade que está ocorrendo.

A FAO também está participando de um projeto de colaboração com a Universidade de Gana para melhorar a educação alimentar das famílias deste país, se utilizando de vídeos, animações e experiências locais.

A assessora da FAO em educação e nutrição, Jane Sherman, ressaltou à Efe que ainda faz falta avaliar melhor estas iniciativas educativas para medir sua real eficácia.

Destacou que “ninguém está prestando a atenção necessária” à transição da ideia para a ação concreta e, o mais importante, a uma ação sustentável no tempo, de forma que as pessoas possam realmente mudar seus hábitos alimentares.

Estas transições podem ser “muito duras” em países como a Gana, aonde produtos como frutas e verduras tem alto valor agregado, a demanda por eles não é tão alta e o povo não foi educado para consumí-los, insistiu Sherman.

Na sua opinião, não se trata de estudar as possibilidades de mandar mensagens por telefone, televisão, rádio ou jornais, se não se focar no “ponto central que é saber como pensam e agem estas pessoas e o que podemos fazer para ajudá-los então”.

Assim, Sherman incentivou se pensar mais nos efeitos de longo prazo destas campanhas, algumas que já estão tendo certos resultados positivos a curto prazo, como por exemplo o incentivo do consumo de até cinco pedaços de frutas e verduras por dia no país.

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Publicado em Nutrição

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