Hemofilia

EUA emite patente para o fator VIII recombinante desenvolvido por pesquisadores brasileiros

O fator VIII de coagulação é uma tecnologia 100% nacional que já pode ser produzida em escala industrial para o tratamento dos portadores de hemofilia A.

  • Foto: Divulgação CTCFoto: Divulgação CTC
Foto: Divulgação CTC

A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, instituição vinculada à USP recebeu patente de produção do fator VIII recombinante, que foi concedida pelo do governo dos Estados Unidos, para esta que é uma plataforma desenvolvida pelos pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC) que permite a fabricação de um produto “mais seguro, livre de potenciais viroses humanas, com custo reduzido e mais estável”.

De acordo com o CTC, o fator VIII de coagulação é uma tecnologia 100% nacional que já pode ser produzida em escala industrial para que atendam à demanda do país, e além disso, é essencial para o tratamento dos portadores de hemofilia A, que em números, chega a 9 mil brasileiros portadores da doença.

“A patente ribeirãopretana apresenta algumas vantagens em relação aos fatores de engenharia genética, já existentes no mercado, e ao plasma humano. O agente é produzido por vetor que se integra no DNA da célula produtora, apresentando maior estabilidade e durabilidade”, explicou o departamento de difusão do CTC.

Além disso, este novo fator VIII é produzido em células humanas, um “diferencial”. De acordo com o CTC os produtos comerciais são produzidos em células murinas -célula de Hamster-, o que gera uma proteína com pequenas diferenças em relação à encontrada no plasma.

Segundo a doutora do CTC, Virginia Castro, no fator VIII recombinante desenvolvido pela sua equipe, como a produção é realizada em células humanas, “o resultado é uma melhor eficácia do produto e menos efeitos colaterais, como formação de anticorpos contra a proteína recombinante”.

Em março de 2013, o Ministério da Saúde aprovou o uso do fator VIII recombinante para o tratamento da Hemofilia A no Brasil, ainda, segundo o órgão, antes da decisão foram gastos R$ 522 milhões na importação de fatores VIII nos anos 2011, 2012 e primeiro trimestre de 2013.

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