SAÚDE MENTAL

EUA aprovam pílula que monitora se paciente com doença mental tomou remédios

O uso foi aprovado para casos de tratamento de esquizofrenia, transtornos obsessivos agudos, transtornos mistos associados à bipolaridade e como um complemento para a depressão em adultos.

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EFE/Paco Torrente

A Agência de Administração para Alimentação e Remédios dos Estados Unidos (FDA) anunciou nesta terça-feira a aprovação de uma nova pílula que contém um sensor que permite monitorar se pacientes com transtornos mentais tomaram os medicamentos indicados por seus médicos.

O uso foi aprovado para casos de tratamento de esquizofrenia, transtornos obsessivos agudos, transtornos mistos associados à bipolaridade e como um complemento para a depressão em adultos.

O sensor, integrado em um pílula de aripiprazol, envia os dados a um aplicação para telefones celulares. Dessa forma, se os pacientes permitirem, os médicos poderão acompanhar se o remédio foi ingerido.

“Ser capaz de monitorar a ingestão de remédios prescritos para doenças mentais pode ser muito útil para alguns pacientes”, afirmou Mitchell Mathis, diretor da Divisão de Produtos Psiquiátricos do Centro para a Avaliação e Pesquisa de Remédios da FDA.

Mathis alertou que não é possível acompanhar as informações em tempo real, mas elogiou a utilidade da tecnologia para transtornos como a esquizofrenia, que afeta um de cada cem americanos.

A pílula, no entanto, também tem efeitos colaterais, segundo a FDA. Ela pode gerar riscos de morte em pacientes com psicoses similares à demência – transtorno para o qual seu uso não foi aprovado, e para os que são tratados com antipsicóticos.

A FDA também alerta dos perigos da pílula para crianças, adolescentes e jovens que tomem antidepressivos, porque ela pode aumentar os comportamentos e pensamentos suicidas.

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