ESCLEROSE

Estudo não vincula vacina contra papiloma a maior risco de esclerose

A vacina contra o vírus do papiloma humano não está associada a um aumento do risco de sofrer esclerose múltipla e outras doenças que atacam à mielina do sistema nervoso, constatou um estudo realizado com meninas e mulheres da Dinamarca e da Suécia.

  • mas infoSYD04. Sydney (Australia), 28/8/2006.- El profesor Ian Frazer se prepara para administrar una dosis de la vacuna Gardasil, la primera en el mundo capaz de prevenir el cáncer en el cuello del útero durante su presentación hoy 28 de agosto en Sydney, Australia. La vacuna está destinada a frenar propagación del virus de papiloma humano (HPV siglas en inglés) que es el responsable del cáncer en el cuello del útero y que, fundamentalmente, se propaga a través del contacto sexual. Además esta vacuna protege contra dos tipos de HPV que producen verrugas genitales. EL profesor Frazer, creador de esta vacuna, comenzó a trabajar en ésta a principios de los 90. EFE/Mick Tsikas ***PROHIBIDO SU USO EN AUSTRALIA Y NUEVA ZELANDA***Vacina contra o papiloma vírus. Foto: EFE/Mick TsikasVacina contra o papiloma vírus. Foto: EFE/Mick Tsikas
Vacina contra o papiloma vírus. Foto: EFE/Mick Tsikas

A vacina contra o vírus do papiloma humano não está associada a um aumento do risco de sofrer esclerose múltipla e outras doenças que atacam à mielina do sistema nervoso, constatou um estudo realizado com meninas e mulheres da Dinamarca e da Suécia.

Especialistas do “Statens Serum Institut” (SSI) de Copenhague que assinam o trabalho publicado nesta terça-feira na revista médica “JAMA Internal Medicine”, garantem que suas conclusões “não respaldam as preocupações sobre uma relação causal entre a vacina quadrivalente contra o vírus do papiloma humano (qHPV) e as doenças desmielinizantes”.

Desde a autorização da vacina quadrivalente contra vírus do papiloma humano (qHPV) em 2006 e depois da bivalente (bHPV), mais de 175 milhões de doses foram distribuídas no mundo todo.

A introdução da vacina a maior escala a um novo público-alvo, o de meninas e mulheres jovens, foi acompanhado de algumas preocupações no quesito segurança, sobre sua possível relação com o desenvolvido de esclerose múltipla e outros tipos de doenças que afetam à mielina do sistema nervoso.

Uma equipe do SSI realizou um estudo com meninas e mulheres suecas e dinamarquesas com idades entre dez e 44 anos, que foram acompanhadas de 2006 a 2013.

Os pesquisadores usaram registros em nível nacional para definir o grupo de estudo, informação sobre a vacinação contra o vírus do papiloma humano e dados relativos à incidência de diagnósticos de esclerose múltipla e outras doenças desmielinizantes. No total, 3,98 milhões de meninas e mulheres formaram o grupo de estudo, sendo que mais de 789.082 foram vacinadas ao longo do mesmo período, com 1,92 dose da vacina quadrivalente.

Durante o tempo de acompanhamento, 4.322 casos de esclerose múltipla e 3.300 de doenças que atacam à mielina do sistema nervoso foram identificados, sendo que 73 e 90 respectivamente se produziram durante o período de risco, que é de dois anos após a vacinação.

Depois de analisar os dados, os pesquisadores concluíram que “não há risco de aumento da esclerose múltipla e outras doenças desmielinizantes associadas à vacina qHPV”

“Nosso estudo se acrescenta ao grupo de dados que apoiam um perfil de segurança global propício à vacina qHPV”, declarou a equipe no texto publicado.

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