ALTITUDE

Estudo mostra que células sanguíneas aprendem a se aclimatar à altitude

Para sobreviver às rigorosas condições de altas montanhas, onde a respiração é mais difícil do que ao nível do mar, o organismo tenta mobilizar mais oxigênio rumo aos tecidos e aos órgãos.

  • mas infoACOMPAÑA CRÓNICA: CHILE ANTÁRTICA - ANT01. GLACIAR UNIÓN (ANTÁRTIDA), 01/01/2016.- Fotografía tomada el 26 de noviembre de 2015, que muestra a dos exploradores acompañando a una científica durante unas mediciones sobre la plataforma antártica cerca del campamento Glaciar Unión, Antártida. El apoyo de las fuerzas armadas de Chile está impulsando el desarrollo de la ciencia antártica. Hoy día Chile utiliza las bases antárticas que en un principio fueron militares como plataforma para desarrollar la investigación polar, especialmente en lugares que encierran un gran interés científico. EFE/Felipe TruebaFoto: EFE/Felipe TruebaFoto: EFE/Felipe Trueba
Foto: EFE/Felipe Trueba

Os seres humanos aclimatam-se à altitude com maior facilidade, já que as células sanguíneas aprendem a se adaptar a esse entorno, segundo um estudo publicado este mês pela revista “Nature Communications“.

Cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, descobriram certos mecanismos moleculares que governam a resposta adaptativa das células, tanto em ratos como em humanos.

Esse trabalho pode facilitar a busca de tratamentos contra os efeitos da hipóxia (falta de oxigênio) não só como consequência da altitude, mas também em doenças respiratórias e cardiovasculares.

Para sobreviver às rigorosas condições de altas montanhas, onde a respiração é mais difícil do que ao nível do mar, o organismo tenta mobilizar mais oxigênio rumo aos tecidos e aos órgãos.

Um dos mecanismos que se inicia nessas circunstâncias é a libertação de adenosina, uma molécula que previne os vazamentos vasculares, reduz a inflamação e contribui para dilatar os vasos sanguíneos.

Estudos prévios tinham mostrado que a exposição repetida a altitudes elevadas promove uma adaptação mais rápida a ambientes com pouco oxigênio.

As bases moleculares para explicar esse fenômeno, no entanto, não eram entendidas em detalhes.

O estudo

Yang Xia e seu grupo de pesquisadores identificaram uma proteína celular denominada e ENT1 que reforça a produção de adenosina em condições de hipóxia.

Os cientistas comprovaram que essa proteína se degrada quando um humano se encontra em altitude e em ratos localizados em entornos com pouco oxigênio, o que favorece uma rápida acumulação de adenosina no plasma sanguíneo e contraria o dano que causa a hipóxia nos tecidos.

Esse é precisamente o mecanismo que se reforça após uma primeira ascensão e que provoca aquilo que os pesquisadores chamaram de “memória hipóxica” das células sanguíneas.

Os autores do estudo sugerem que atuar sobre o processo de degradação da proteína eENT1 pode dar lugar a novos métodos terapêuticos que evitam os danos provocados por diversas doenças.

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Publicado em Saúde e Bem-estar

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