OBESIDADE CÂNCER

Estudo demonstra que obesidade pode provocar câncer de mama

A obesidade é um dos fatores importantes para o desenvolvimento do câncer de mama, mas este estudo demonstra pela primeira vez que mecanismos moleculares estão implicados no processo.

  • mas infoCHE07 CHENNAI (INDIA) 05/12/2009.- Un muchacho con sobrepeso participan en una manifestación convocada por la Fundación contra la Obesidad de la India en la playa de Marina en Chennai (India) hoy, sábado, 5 de diciembre de 2009, para concienciar a la sociedad sobre los peligros de la obesidad bajo el lema "La obesidad es un peligro para la salud". La Organización Mundial de la Salud señaló que 1.200 millones de personas en todo el mundo sufren de sobrepeso y particularmente en la India más del 25 por ciento de la población sufre este problema. EFE/Nathan G. EFE/Nathan G. EFE/Nathan G.
 EFE/Nathan G.

 Uma equipe de cientistas espanhóis demonstrou que a obesidade pode provocar câncer de mama e que, provavelmente, dito risco pode ser detectado com uma simples análise de sangue.

O estudo, liderado pela doutora Ana Belén Crujeiras, do grupo de cientistas do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede-Fisiopatologia da Obesidade e da Nutrição (CIBERobn), foi publicado no International Journal of Obesity e parte da tese doutoral de Begoña Cabia, pesquisadora do grupo de Crujeiras.

A obesidade é um dos fatores importantes para o desenvolvimento do câncer de mama, mas este estudo demonstra pela primeira vez que mecanismos moleculares estão implicados no processo.

“O objetivo do trabalho era estudar se o sobrepeso é capaz de ativar os genes relacionados com os processos adiantados de desenvolvimento do câncer de mama e vimos que sim”, explicou Crujeiras à Agência Efe.

Para isso, os pesquisadores do CIBERobn estudaram em ratos obesos a expressão dos genes implicados nas rotas que iniciam o câncer e os compararam com os de ratos magros e comprovaram que os processos cancerosos se ativavam nos animais obesos.

Os pesquisadores estudaram então o tecido adiposo, que pode ser visceral (o que rodeia e protege os órgãos) e subcutâneo.

“Diversos estudos explicam que o visceral é o mais prejudicial para a saúde, o mais relacionado com doenças associadas com a obesidade como o diabetes ou as doenças cardiovasculares e quisemos saber se também o estava com o câncer”, detalhou Crujeiras.

Na segunda fase de estudo, cientistas selecionaram em cultivo os fatores secretados pelo tecido epitelial adiposo visceral e subcutâneo e trataram com eles células epiteliais de mama.

“Quando o tecido era visceral obeso, estas células proliferavam mais, algo que não ocorria quando tratamos com tecido adiposo subcutâneo”, especificou.

Isso porque o tecido adiposo visceral tem uma atividade diferente e mais prejudicial que a do subcutâneo “porque secreta uma série de fatores mais daninhos”, explicou a pesquisadora.

O estudo, portanto, observou as mudanças moleculares que se produzem antes que se desenvolva um tumor, “o que além de dar relevância à necessidade de prevenir a obesidade, evidencia que quanto mais se prolongue a obesidade no tempo, maior é o risco de padecer câncer de mama”, advertiu Crujeiras.

Por último, os pesquisadores estudaram uma população de mulheres com e sem câncer de mama e, ao compará-las em função de seu estado de obesidade, observaram as mesmas mudanças nas células sanguíneas destas pacientes que nos animais, de modo que, embora reste muito a comprovar, “acreditamos que uma análise de sangue permitiria saber se a desregulação dos genes relacionados com o câncer começou”.

Seria algo como ver se no organismo “se está preparando o caminho para o desenvolvimento de um tumor”, esclareceu a pesquisadora.

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Publicado em Nutrição

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