CIÊNCIA MÉDICA

Equipe japonesa recria unidade básica do rim a partir de célula de rato

A equipe garante ter desenvolvido um néfron a partir de uma só célula extraída do rim de um rato. Um nefrón é a unidade básica funcional de um rim e serve para regular a água e filtrar os solúveis do sangue, como o sódio.

  • mas infoB16. BARCELONA, 12/03/09.- Imagen 3D de la técnica quirúrgica a la que fue sometida una mujer de 85 años de edad, diagnosticada de cáncer renal, que se ha convertido en el primer paciente español al que se extrae un riñón a través de una única incisión de 4 centímetros en el ombligo, lo que supone un avance más en la cirugía laparoscópica y minimamente invasiva. EFE/CEDIDA ***SÓLO USO EDITORIAL***Equipe japonesa recria unidade básica do rim a partir de célula de rato
Equipe japonesa recria unidade básica do rim a partir de célula de rato

Uma equipe de pesquisadores japoneses conseguiu recriar com sucesso um néfron, a unidade básica do rim, a partir de uma só célula de rato, um grande passo para criar, no futuro, tratamentos para regenerar estes órgãos em pacientes com problemas renais, informou nesta terça-feira o jornal “Asahi”.

“Se conseguirmos desenvolver um método que empregue uma célula humana e combiná-lo com células pluripotentes induzidas (iPS, sigla em inglês), tudo isso poderia ser empregado no campo da medicina regenerativa”, explicou Shinji Kitamura, pesquisador da Universidade Okayama e líder do projeto, em declarações ao jornal.

A equipe garante ter desenvolvido um néfron a partir de uma só célula extraída do rim de um rato. Um nefrón é a unidade básica funcional de um rim e serve para regular a água e filtrar os solúveis do sangue, como o sódio.

Os profissionais japoneses isolaram a célula do rato e a cultivaram em um meio grosso e com textura gelatinosa que permitiu que o material crescesse em todas as direções. Depois de três semanas, a célula adquiriu a forma de uma estrutura virtualmente idêntica à de um nefrón com uma parte da estrutura ostentando a função de gerar urina, segundo os pesquisadores.

O grupo espera aperfeiçoar o método e conseguir repeti-lo com material genético humano para combiná-lo com iPS, que são células com a capacidade de se transformar em qualquer tipo de tecido. As iPS foram descobertas pelo médico japonês Shinya Yamanaka, prêmio Nobel de Medicina 2012. Além de representar o futuro da medicina regenerativa, essas células resolvem, em princípio, o problema ético de trabalhar com células-tronco de embriões.

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