IÊMEN CÓLERA

Epidemia de cólera no Iêmen é a maior desde que há registros, diz Oxfam

A ONU informou que o surto de cólera no Iêmen já causou mais de 2.100 mortes e quase 740 mil possíveis casos desde que explodiu no final de abril.

  • Doentes recebem atendimento em um hospital em Saná. EFEDoentes recebem atendimento em um hospital em Saná. EFE
Doentes recebem atendimento em um hospital em Saná. EFE

Os casos suspeitos de cólera no Iêmen superaram os 755 mil e o número de óbitos já é de 2.100, sendo este o maior surto desta doença no mundo desde que existem registros, revelou a ONG Oxfam nesta quinta-feira.

Em comunicado, a Oxfam informou que, desde que se teve conhecimento dos primeiros casos do atual surto no país, há cinco meses, o número de vítimas da epidemia no Iêmen ultrapassou o número de pessoas que contraíram esta doença no Haiti entre 2010 e 2015, onde houve 754.343 possíveis casos.

“O Iêmen é a pior crise humanitária do mundo e está piorando. Mais de dois anos de guerra criaram as condições ideais para que a doença se espalhe. A guerra empurrou o país ao limite da fome, forçou milhões a sair de casa, praticamente destruiu os serviços de saúde, que já eram frágeis, e dificultou os esforços para responder ao surto de cólera”, disse no comunicado, o diretor humanitário da Oxfam, Nigel Timmins.

De acordo com ele, até novembro os casos suspeitos da doença poderiam chegar a 1 milhão, apesar de a propagação dela ter diminuído “levemente”.

Timmins apontou que só a metade das instalações médicas trabalha plenamente, que 7 milhões de iemenitas estão “a um passo” da fome e que 20 milhões necessitam algum tipo de ajuda humanitária.

“A tragédia do Iêmen é uma catástrofe provocada pelo homem e na qual todos os lados são responsáveis. No entanto, está sendo alimentado por decisões políticas deliberadas em Londres, Washington e em outras capitais do mundo. Milhões de dólares em armas estão sendo vendidos com pouca ou nenhuma preocupação com a destruição das vidas que seu uso está causando”, denunciou o diretor.

Ontem, a Organização das Nações Unidas (ONU) informou que o surto de cólera no Iêmen já causou mais de 2.100 mortes e quase 740 mil possíveis casos desde que explodiu no final de abril. Mais da metade dos casos registrados no país até 25 de setembro corresponde a crianças.

O Iêmen sofre um conflito armado, entre rebeldes houthis e o governo do presidente Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi, há mais de dois anos e os diversos focos de violência no país foram um dos maiores obstáculos para o envio de meios sanitários necessários para conter a propagação da doença, que pode ser curada em 99% dos casos quando a pessoa recebe atendimento médico.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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