Açúcar

Sem açúcar: Pesquisadores reforçam uso seguro e benefício de adoçantes

Especialistas em nutrição apresentaram diversos estudos científicos sobre a relação entre o consumo de adoçantes baixos em ou sem calorias e mudanças no peso corporal

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Congresso de Nutrição acontece em buenos Aires. EFE/Natalia Kidd

Profissionais da área da saúde e especialistas em nutrição que participaram de um evento em Buenos Aires classificaram o consumo de adoçantes baixos em ou sem calorias como seguro e com benefícios na substituição do açúcar.

Com um consumo crescente em todo o planeta, estes tipos de adoçantes foram o tema de um simpósio na capital argentina organizado por duas associações espanholas – Fundação para a Pesquisa Nutricional e a Fundação Espanhola da Nutrição – como parte do Congresso Internacional de Nutrição, encerrado na última sexta-feira e que teve a participação de 3.200 especialistas de todo o mundo.

No simpósio, o espanhol Lluis Serra-Majem, presidente da Fundação para a Pesquisa Nutricional e da Academia Espanhola da Nutrição e Ciências da Alimentação, afirmou que embora os adoçantes sejam consumidos há um século, o uso passou a ser crescente há algumas décadas como resposta à obesidade, um os mais severos problemas para a saúde pública.

Professor de Medicina Preventiva e Saúde Pública e diretor do Instituto de Pesquisas Biomédicas e de Saúde da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria, Serra-Majem ressaltou os adoçantes estão presentes em diversos alimentos e bebidas e inclusive em produtos farmacêuticos.

Em entrevista à Agência Efe, o especialista apontou que em torno dos adoçantes “há muitos mitos sobre supostos efeitos indesejáveis”, mas “as pessoas estão confiando cada vez mais nestes produtos, porque, ainda que não sejam nenhuma panaceia, sabem que pode ajudá-las a satisfazer a sua necessidade de doce sem somar calorias”.

No simpósio, Serra-Majem destacou a segurança destes produtos, porque seu desenvolvimento só é aprovado após passar por “rigorosos testes”.

Esta visão é compartilhada por Anne Raben, do departamento de Nutrição, Exercício e Esportes da Faculdade de Ciências da Universidade de Copenhague (Dinamarca), que afirmou que “a segurança está completamente garantida” em relação aos adoçantes.

“Todos estes produtos são testados muito cuidadosamente antes de serem lançados ao mercado”, disse Raben à Efe.

A especialista apresentou no simpósio diversos estudos científicos sobre a relação entre o consumo de adoçantes baixos em ou sem calorias e mudanças no peso corporal.

Rabem afirmou que estas pesquisas concluíram de forma bastante unânime que o uso destes tipos de adoçante “pode contribuir para reduzir o peso corporal em comparação com o açúcar”.

A evidência científica, segundo ela, indica que existem “benefícios relacionados com a perda de peso e o controle de diabetes e de doenças cardiovasculares”.

Certamente os beneficios não ocorrem apenas por tomar um café com sacarina depois de comer um bolo, mas passam por adotar uma dieta adequada, acompanhada de atividades físicas e do controle de um profissional, segundo os especialistas.

“Não podemos utilizar estes produtos para ter mais liberdade para consumir mais açúcar em outros alimentos. Devemos assumir um compromisso em ajustar a nossa alimentação a um menor consumo de açúcar. Consumindo menos açúcar e compensando com adoçantes, teremos menor risco de obesidade, de diabetes e de outras doenças”, disse Serra-Majem.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda reduzir as calorias provenientes dos açúcares acrescentados a menos de 10%, e inclusive a 5% a longo prazo.

“Há duas formas de conseguir isso: reduzir o conteúdo de açúcar ou tentar substituí-lo, e uma forma de substituição é usar adoçantes sem calorias”, disse no simpósio Hugo Laviada, coordenador do grupo de trabalho em Obesidade da Sociedade Mexicana de Nutrição e Endocrinologia e pesquisador da Universidade Marista de Mérida.

O encontro em Buenos Aires foi presidido por Carmen Pérez-Rodrigo, titular da Sociedade Espanhola de Nutrição Comunitária, e Gregorio Varela-Moreiras, presidente da Fundação Espanhola da Nutrição.

Serra-Majem destacou a Efe a importância de eventos como este para “reunir todas as informações atualizadas, de uma forma clara, independente e precisa, para transmiti-la aos profissionais que depois se encarregarão de repassá-la aos consumidores”.

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Publicado em Nutrição

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