DENGUE

Em dois meses de 2015, Brasil tem aumento de 162% de casos de dengue

De acordo com o governo, nas últimas nove semanas, foram identificados 340 cidades brasileiras em situação de risco de dengue e 877 municípios em alerta, com alguns casos considerados epidêmicos.

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O ministério da saúde brasileiro anunciou hoje um novo mapa da dengue no país e contabilizou até o último dia 7 de março um aumento de 162% de casos, o equivalente a 224 mil casos da doença em relação ao mesmo período em 2014, quando foi registrado 85.401 ocorrências.

De acordo com o governo, nas últimas nove semanas, foram identificados 340 cidades brasileiras em situação de risco de dengue e 877 municípios em alerta, com alguns casos considerados epidêmicos.

“Nós temos um número de casos efetivamente maior nas noves primeiras semanas comparativamente a 2014. Mas, que não tem a mesma magnitude da epidemia de 2013. É importante destacar a diminuição de casos graves em 9,7% e  a diminuição de óbitos em 31,5%, além da queda de 44% nos índices de internações por causa da doença se comparado aos números do ano passado”, exemplificou o ministro da saúde, Arthur Chioro, durante a coletiva de imprensa realizada esta manhã, em Brasília.

Para o ministro, a diminuição de alguns índices que eram preocupantes mostram “um manejo mais adequado da doença”.

Já segundo o coordenador-geral do Programa Nacional de Combate à Dengue, Giovanni Evelin Coelho,  apesar do aumentado mapeado, existe um otimismo em relação aos dados de dengue em 2013, que foi considerado o ano mais epidêmico da história da doença no Brasil.

“Em relação a 2013, tivemos redução de 47%. Tudo leva a crer, embora tenhamos ainda abril e maio, é que a perspectiva de um cenário parecido com o de 2013 seja remota”, informou.

Estes dados fazem parte do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta operada pelo ministério da saúde para operar a situação das 1844 cidades brasileiras, onde a coleta de informações foram feitas, apontando um “retrato do momento que mostra se as ações dos municípios estão sendo efetivas”, como explicou Chioro.

Para o ministro, o levantamento é fundamental para estipular ações mais eficazes de acordo com as situações pontuais dos municípios identificados com focos da doença.

Como medida estipulada pelo ministério, a cada um foco de dengue identificados em 100 prédios é categorizado como “satisfatório”. Acima de um e até 3,9 casos são incluídos na categoria de “alerta”, sendo as cidade com mais de 4 casos apontadas na situação “de risco”.

Das 18 capitais mapeadas, Cuiabá, capital do Mato Grosso, é a única na categoria “de risco” no país. As quatro capitais da região sudeste estão classificadas como focos de alerta

Na região sudeste, 7% de aumento da dengue foi identificado como consequência do armazenamento de água, que, de acordo com o ministro, pode estar associado à crise hídrica dos estados, especialmente em São Paulo.

“Em São Paulo, fizemos todo um plano de reforçar a prevenção. Incialmente, é indicado a  hidratação oral e, com sinais de agravamento, a hidratação venosa, que pode ser feito nas unidades basicas de atendimento, antes mesmo de casos de internação”, reforçou o ministro sobre as ações que devem ser feitas se identificada a doença.

O ministro também descartou  citar a possibilidade de novos casos da doença durante este ano, por ela ser “multifatorial”, mas indicou as mudanças climáticas e a crise hídrica, por forçar um comportamento de armazenamento de água, como fatores expressivos no aumento dos casos desses primeiros dois meses do ano.

Chioro também sugeriu que a população dedique 15 minutos da semana para atuar na fiscalização de seu prédio ou vizinhança para identificar possíveis focos de risco para a instalação do mosquito causador da dengue e transmissor do chicungunha.

“Dengue não deve e nem pode matar. Nós aprendemos que é possível um manejo clínico adequado com hidratação, identificação de sinais de agravamento, presistência de dor abdominal contínua e vômitos, teremos um outro curso no desfecho dos casos de dengue”, sugeriu Chioro.

 

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