SALMONELLA

Em 10 anos, 25 bebês foram infectados com Salmonella na França

A contaminação com Salmonella “muito provavelmente” viria da fábrica da cidade Craon do grupo Lactalis, que já registrou um caso desta bactéria em 2005

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EFE/David Aguilar

Pelo menos 25 bebês foram contaminados entre 2006 e 2016 pela mesma cepa de Salmonella achada em uma fábrica do grupo francês Lactalis em 2017, que causou a intoxição no ano passado de 37 crianças, informou nesta quinta-feira o Instituto Pasteur.

Segundo confirmou esta fundação privada à emissora “France Info”, a contaminação desses 25 nenês provém “muito provavelmente” da fábrica de Craon (oeste da França), que já registrou um caso desta bactéria em 2005, quando o Lactalis não era ainda seu proprietário.

A informação foi revelada no mesmo dia em que o presidente do grupo Lactalis, Emmanuel Besnier, reconheceu publicamente que “não descarta” que outros bebês tenham consumido produtos infectados desde 2005.

Em uma entrevista publicada hoje pelo jornal “Les Échos”, o responsável da empresa assegurou que neste ano foi detectado um caso de salmonella na torre de secagem da fábrica de Craon, onde voltou a ocorrer em 2017.

Segundo o relato, algumas obras no solo e nas paredes dessa torre liberaram a bactéria que se disseminou pela fábrica e contaminou equipamentos móveis que serviam para produzir pequenas séries de leite infantil.

Besnier indicou que desconheciam esse episódio de 2005 até que foi aberta uma investigação após ter recebido as primeiras denúncias em agosto, e pôs em dúvida a confiabilidade do grupo “externo de referência” encarregado de fazer os controles sanitários.

“Nos custa muito a entender como 16 mil análises feitas em 2017 não detectaram nada. Duvidamos da sensibilidade desse teste. Não é possível que nenhum tenha testado positivo”, disse.

Besnier assegurou que o Lactalis fechará a torre de secagem contaminada “por temor a uma recaída dado os alertas de 2005 e 2017”, e apontou que reforçará os programas de controle do leite infantil.

Besnier afirmou que a empresa perderá “várias centenas de milhões de euros” por este caso e mostrou seu temor por perder as licenças de exportação de forma temporária, além de reconhecer que “uma parte importante” do leite suspeito neste episódio de 2017 “foi consumido”, porque foram recuperados menos de 50% dos supostamente afetados.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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