Doença de Chagas afeta 80 mil pessoas na Europa, segundo especialistas

A doença de Chagas afeta na Europa 80 mil pessoas, com metade dos casos registrados na Espanha, devido à importância deste país como porta de entrada para o continente latino-americano, onde esse mal é endêmico em vários países.

  • mas infoSERIE 1 de 6 TEG01 TEGUCIGALPA (HONDURAS) 18/05/05 .- La Microbióloga Patricia Pérez observa hoy miércoles 18 de mayo un ejemplar de la "chinche picuda", animal transmisor del mal de chagas en el Hospital Escuela de la ciudad de Tegucigalpa. Unos 300.000 hondureños están infestados del mal de Chagas, informó una fuente del Ministerio de Salud Pública, que además indicó que para frenarlo se ha solicitado ayuda a cooperantes internacionales. Las autoridades sanitarias trabajan en el combate del Chagas mediante la fumigación, el control del insecto que transmite la enfermedad, conocido como chinche picuda, y el mejoramiento de las viviendas de mayor riesgo, que son las construidas con adobe y techo de paja. EFE/David de la PazFoto: EFE/David de la PazFoto: EFE/David de la Paz
Foto: EFE/David de la Paz

A doença de Chagas afeta na Europa 80 mil pessoas, com metade dos casos registrados na Espanha, devido à importância deste país como porta de entrada para o continente latino-americano, onde esse mal é endêmico em vários países.

A informação foi divulgada pelo especialista em Doenças Tropicais Desatendidas da Organização Mundial da Saúde (OMS), Pedro Albajar, em um evento realizado nesta quinta-feira na Casa da América, em Madri, para conscientizar sobre uma doença que soma aproximadamente oito milhões de pessoas em todo o mundo.

O Chagas é uma doença tropical infecciosa causada por um parasita comum em zonas rurais da América Latina e que se alimenta de sangue.

As pessoas contagiadas “podem transmitir a doença a outros por meio de transfusões de sangue, transplantes de órgãos ou de mães a filhos no momento da gravidez”, afirmou à Agência Efe o diretor da Unidade de Medicina Tropical do Hospital madrilenho Ramón e Cajal, Rogelio López-Vélez, presente no evento.

Albajar disse que “embora a Europa não tenha o inseto transmissor, o intercâmbio entre América Latina e Europa por imigração, turismo ou trabalho fez com que esteja presente neste último continente”.

Um dos principais problemas, segundo ele, é a falta de informação e “o medo dos supostos pacientes”, que relacionam a doença com a morte, assim como o medo que têm de ser discriminados pela sociedade. No mundo, “99% dos oito milhões de afetados não estão sendo tratados”, afirmou a presidente da Fundação Mundo Saudável, Silvia Gold.

A patologia pode estar presente no corpo durante décadas sem que sintomas apareçam, e quando ela se mostra, afeta órgãos como o coração, em 80% dos casos.

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