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Dietas restritivas não funcionam em longo prazo, afirma nutricionista

“Você pode manter um estilo de vida equilibrado, em que prevaleça a moderação”, sugere a especialista.

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Dietas restritivas não funcionam em longo prazo, afirma nutricionista

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a perda de peso segura é de 500g por semana, com redução de 500 a 600 calorias diárias. Dietas muito restritivas não se mantêm por longos períodos, e podem inviabilizar a continuidade da reeducação alimentar.

“O programa alimentar que utilizo para redução de peso é baseada na redução da ingestão calórica, de acordo com a história clínica e preferências alimentares do paciente, associada ao aumento do gasto energético através da prática esportiva”, disse hoje à EFE a nutricionista Cristiane Perroni.

Perroni explicou que a nutrição se baseia no “princípio da inclusão”, onde todos os grupos alimentares devem estar presentes à mesa, de maneira moderada, o que não acontece com as dietas restritivas.

“Não acredito na exclusão de alimentos para quem não precisa. Somente para indivíduo alérgico, intolerante ou sensível a algum nutriente”, reforça Perroni.

A nutricionista explicou que as dietas restritivas “da moda”, como a de exclusão do glúten, em que pessoas que não apresentam doença celíaca – alergia à substância – não apresentam resultados efetivos para o emagrecimento. “Retirar glúten ou lactose da dieta não emagrece”, alerta.

“A restrição só deve ser indicada para pacientes com alergia, intolerância ou sensibilidade, sempre diagnosticadas por um médico”, alerta.

A nutricionista, inclusive, disse não acreditar em “vilões” da dieta, e que, de forma moderada, chocolate e refrigerante podem estar presentes na vida de pessoas saudáveis.

“Você pode manter um estilo de vida equilibrado, em que prevaleça a moderação”, sugere a especialista.

Em uma dieta para perda de peso, Perroni afirma que é importante avaliar os hábitos do paciente, sua história clínica e familiar. Isso é feito a partir de uma “entrevista” com o nutricionista, para que ele possa identificar os alimentos que cada paciente pode ou não consumir.

“O mais importante numa dieta é a variedade. Quanto mais opções de alimentos a pessoa tiver, menor o risco do desenvolvimento de sensibilidade”, ponderou a especialista.

Aliada a uma boa dieta, Perroni defende que a prática de atividades físicas é “obrigatória”. Ela ressalta que um magro sedentário sofre mais riscos de saúde do que um obeso ativo.

Segundo a nutricionista, outro agravante para o ganho de peso é que “hoje consumimos mais calorias enquanto gastamos menos, devido ao aumento do uso da tecnologia e à melhora dos meios de transporte, aumentando as chances de se engordar”.

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Publicado em Nutrição

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