DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA HANSENÍASE

Dia mundial da luta contra hanseníase, conheça um pouco mais sobre a doença

No Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hanseníase, o Efesaúde Brasil traz as causas, sintomas e curiosidades que envolvem a doença, que ainda se espalha pelas regiões norte e centro oeste do território.

  • Imagem de exame de hanseníase no Brasil. Foto: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro.Imagem de exame de hanseníase no Brasil. Foto: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro.
Imagem de exame de hanseníase no Brasil. Foto: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro.

No Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hanseníase, o Efesaúde Brasil traz as causas, sintomas e curiosidades que envolvem a doença, que ainda se espalha pelas regiões norte e centro oeste do território.

O Ministério da Saúde do Brasil anunciou esta semana um alerta para o diagnóstico precoce da hanseníase, doença identificada por manchas avermelhadas que surgem na pele e fazem, primeiramente, com que a pessoa perca a sensibilidade se estiver em contato com calor, frio, ao próprio tato e a dor.

A hanseníase ou lepra é uma doença infecciosa e contagiosa causada pelo bacilo’Mycobacterium leprae’, e não é hereditária e pode evoluir de acordo com o sistema imunológico de quem foi infectado.

No Brasil, o governo conta com um cenário otimista de medidas para erradicar a hanseníase, que atualmente afeta 31.568 pessoas no país, ainda que não haja um prazo para cumprir com este objetivo.

Atualmente, cinco estados lideram o ranking de maior incidências de casos, devido aos novos registros de 2013. São eles: Maranhão, Pará, Goiás, Mato Grosso e Tocantins.

Infográfico: Fabio Manzano / EFE Saúde

Em âmbito nacional, foram detectados 31.044 novos casos no mesmo ano e em 2014 outros 24.612 infectados, segundo dados preliminares apresentados pelo Ministério na última quarta-feira (21).

Com estes números, o Brasil alcançou ano passado uma taxa de 1,56 casos de lepra a cada 10.000 habitantes, índice pioe do que 2013 (1,64)) e supera o valor mínimo de um caso a cada 10.000 habitantes, milite pelo qual faz a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerar a enfermidade como um problema de saúde pública.

De acordo com o ministro da saúde, Arthur Chioro, o aumento da taxa de infectados ocorrida em 2014 aparece como uma causa da medida de “busca ativa” de doentes que está sendo realizada por autoridades do setor no Brasil.

“As ações que o SUS têm desenvolvido vêm mudando o perfil da hanseníase no nosso país. O aumento no número de casos registrados, na verdade, significa que estamos sendo mais eficazes em fazer o diagnóstico e também no encaminhamento do paciente para tratamento e investigação de possíveis casos no ambiente familiar, o que é fundamental para interromper a transmissão”, explica.

Desde 2011, o governo brasileiro se propôs a alcançar o número de um caso para cada 10.000 habitantes em 2015 e, mesmo sem cumprir a meta estabelecida, na última década, o país reduziu em 40% o número de novas infecções.

“O Brasil pode eliminar a hanseníase através de ações estratégicas”, sustentou Chioro, evitando falar de determinação de prazos para alcançar essa meta.

Nestes últimos dez anos, o país também melhorou a taxa de cura da enfermidade, que ano passado mostra 84% dos pacientes diagnosticados.
Dentro das novas medidas de combate à hanseníase, o Ministério da Saúde informou que vai intensificar a campanha de divulgação dos sintomas da doença para incentivar seu diagnóstico precoce.

O governo também centrará a busca de novos enfermos nas zonas com maior incidência, concentradas, especialmente, nas zonas de selva amazônica, além de ampliar as campanhas de divulgação e diagnóstico nas escolas.

A taxa de prevalência da doença caiu 68% nos últimos 10 anos, por isso, o ministério quer incentivar as campanhas de concientização que divulguem os sintomas, perigos e alarmes da doença, como a lançada para o dia mundial de luta contra hanseníase “Hanseníase: quanto antes você descobrir, mais cedo vai se curar”.

Como a doença se espalha

A doença é considerada endêmica em todo o país, com maior incidência em cinco estados: Pará, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso e Goiás. Atualmente, são 1,42 casos por 10 mil habitantes, uma queda de 68% em dez anos.

Sintomas

Sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades; manchas brancas ou avermelhadas com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; caroços e placas em qualquer local do corpo; diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).

Quando procurar um médico
Procure um posto de sáude mais próximo e se informe do tratamento, que é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Detecção

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa e é transmitida de uma pessoa doente que não esteja em tratamento para uma pessoa saudável suscetível. Ela tem cura, mas pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou o tratamento não for realizado adequadamente por atingir pele e nervos.

O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas procurem o serviço de saúde se houver manchas, de qualquer cor, em qualquer parte do corpo, principalmente se essa mancha apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque.

Tratamento

A poliquimioterapia (PQT), uma associação de medicamentos que evita a resistência do bacilo deve ser administrado por seis meses ou um ano a depender do caso. Os pacientes deverão ser submetidos, além do exame dermatológico, a uma avaliação neurológica simplificada e sempre receber alta por cura.

Precauções

É preciso tratar rapidamente as pessoas doentes para evitar a transmissão para outras pessoas. Também há uma vacina que ajuda a proteger contra a Hanseníase, a BCG, presente no calendário de vacinação infantil.

Quando uma pessoa na casa possui Hanseníase, todos os moradores devem procurar o posto de saúde para exame clínico e aplicação da vacina. Mas não precisa se assustar, a doença só é transmitida com um convívio íntimo de longo prazo.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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