ZIKA

Dezesseis casos de febre Zika são confirmados no país

Dezesseis pessoas contraíram este ano a febre Zika, uma doença até agora desconhecida no país e que é causada por um vírus endêmico da África.

  • Foto: Wikimedia CommonsFoto: Wikimedia Commons
Foto: Wikimedia Commons

Dezesseis pessoas contraíram este ano a febre Zika, uma doença até agora desconhecida no país e que é causada por um vírus endêmico da África e transmitida pelo mesmo mosquito responsável pela dengue e pela chicungunha, informou nesta quinta-feira o Ministério da Saúde.

Os 16 casos autóctones de febre Zika confirmados por exames de laboratório foram registrados na Bahia (8) e no Rio Grande do Norte (8), segundo o Ministério.

A doença tem sintomas parecidos aos da dengue e da chicungunha, mas é menos grave que as outras duas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Os casos foram confirmados por exames de mostras de sangue realizados no Instituto Evandro Chagas, um laboratório público de referência em doenças tropicais, e no Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

O vírus Zika foi isolado pela primeira vez em 1947 em mostras de sangue de macacos da floresta Zika (Uganda) utilizados em projetos para controlar a febre amarela.

Trata-se de um vírus endêmico do oeste da África, mas já foram registrados casos de circulação esporádica na Ásia e na Oceania, assim como uma situação epidêmica na Malásia e na Micronésia em 2007.

Na América apenas foi confirmada no ano passado na Ilha de Páscoa (Chile), no oceano Pacífico, sem contar os casos registrados nos Estados Unidos de pessoas que ficaram doentes no exterior.

Vírus que veio na bagagem

Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o vírus pôde ter sido introduzido no país por portadores que visitaram o Brasil no ano passado para participar da Copa do Mundo, que atraiu um elevado fluxo de turistas de todo o mundo.

“O Ministério está atento à situação e participa da investigação de outros casos suspeitos para definir os agentes causadores e adotar as medidas de vigilância, prevenção e controle necessárias”, informou o Ministério no comunicado no qual confirmou a circulação do vírus no país.

Segundo a nota, por ser transmitida pelo Aedes aegypti, a principal ferramenta de prevenção é a mesma usada contra a dengue e que consiste na eliminação de depósitos de água limpa em que se desenvolvem as larvas do mosquito.

De acordo com o Ministério, apenas 18% dos infectados apresentam os sintomas clínicos da doença, da qual até agora não foram registradas mortes e que se manifesta por cerca de sete dias após quatro dias de incubação.

Seus sintomas são febre baixa, dores nas articulações, dores musculares, dor de cabeça e erupção cutânea com pontos brancos e vermelhos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Login

Registrar | Perdeu sua senha?