eutanásia

Denúncia de bloqueio à primeira eutanásia na Colômbia

Familiares de paciente que ia a ser o primeiro doente em receber a eutanásia para casos terminais na Colômbia denunciaram que o procedimento foi bloqueado por pessoal médico.

  • Foto: Zaldyimg (CC BY 2.0)Foto: Zaldyimg (CC BY 2.0)
Foto: Zaldyimg (CC BY 2.0)

Familiares de um paciente de câncer que, asseguram, ia a ser o primeiro doente em receber a eutanásia para casos terminais, aprovada na Colômbia no final de abril passado, denunciaram que o procedimento foi bloqueado por pessoal médico.

Assim o assegura Julio César González, caricaturista conhecido na Colômbia como “Matador”, que sustenta que suspenderam a eutanásia 15 minutos antes que se lhe aplicasse a seu pai, Ovidio González Correa, de 79 anos.

Segundo relatou o caricaturista ao diário El Tiempo, um médico da Clínica Oncologistas do Ocidente, na cidade de Pereira (centro), onde ia a levar-se a cabo procedimento, “alegou que para cumprir-lhe esse direito ele (o doente) tinha que estar completamente prostrado, e que como está poderia viver mais”.

Para González, tal explicação não se sustenta já que, afirma, seu pai cumpria com todos os requisitos fixados pelo Ministério da Saúde para aplicar a eutanásia a pacientes terminais.

O primeiro deles, o caráter terminal do paciente, algo que, segundo a família, foi notificado por médicos há dois meses e meio, quando constataram que o câncer que González padece no rosto só pode ser tratado com cuidados paliativos.

A partir daí, o paciente se acolheu ao novo procedimento legal e interpôs um direito de pedido com plena consciência.

Através do sistema de saúde público da Colômbia se delegou o caso à clínica Oncologistas do Ocidente, que conformou o devido comitê da eutanásia, analisou a situação e deu resposta dentro dos prazos conforme ao protocolo.

Após receber cuidados paliativos em casa, o paciente reiterou seu desejo de receber o procedimento quando fixou uma data que finalmente foi suspendida apesar de todos os passos terem se dado conforme o processo estabelecido pelo Ministério.

“Durante semanas nos preparamos, nos demos apoio; meu papai foi o mais forte nesse processo. Nunca estivemos tão unidos. Não esperávamos que minutos antes do procedimento nos dissessem ‘não’, tratando-se de um procedimento legal, ao que meu papai tem direito. Ficamos em choque”, declarou “Matador”.

A família, que reconhece que foi desconcertante cancelar o funeral de seu ente querido, anunciou que interporão uma ação de tutela perante o que consideram se trata de uma violação do direito constitucional do doente.

O Ministério da Saúde publicou as normas para solicitar a eutanásia só em casos terminais por mandato da Corte Constitucional.

Marcados com: , ,
Publicado em Dicas e curiosidades

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Login

Registrar | Perdeu sua senha?