Hepatite

Cúpula Mundial de Hepatite debate como facilitar acesso a tratamento

Segundo a organização do evento, a hepatite causa cerca de 1,3 milhão de mortes anuais e afeta 325 milhões de pessoas.

  • mas infoO diretor do Programa Mundial de Hepatite da OMS, Gottfried Hirnschall. EFE/MartialO diretor do Programa Mundial de Hepatite da OMS, Gottfried Hirnschall. EFE/Martial TrezziniO diretor do Programa Mundial de Hepatite da OMS, Gottfried Hirnschall. EFE/Martial Trezzini
O diretor do Programa Mundial de Hepatite da OMS, Gottfried Hirnschall. EFE/Martial Trezzini

Facilitar o acesso da população aos tratamentos será o principal foco da Cúpula Mundial de Hepatite, que será realizada São Paulo entre quarta e sexta-feira com a presença de representantes de mais de 100 países.

Nos últimos dois anos, 3 milhões de pessoas conseguiram ter acesso no mundo todo ao tratamento contra a hepatite C, enquanto 2,8 milhões de pessoas passaram a se tratar de hepatite B em 2016.

“Vimos multiplicar por cinco o número de países desenvolvendo planos nacionais para tentar eliminar a hepatite viral (inflamação do fígado causada por um dos cinco vírus da hepatite) nos últimos cinco anos”, afirmou em comunicado o diretor do Departamento de HIV e Hepatite Global da Organização Mundial da Saúde (OMS), Gottfried Hirnschall.

“Estes resultados nos dão esperança de que a eliminação da hepatite pode acontecer e será uma realidade”, acrescentou em comunicado.

Segundo a organização do evento, a hepatite causa cerca de 1,3 milhão de mortes anuais e afeta 325 milhões de pessoas. Além disso, a OMS calcula que 500 milhões de pessoas são infectadas pelo vírus da hepatite B ou C de forma crônica.

“Não podemos esquecer o fato de que no ano passado 194 governos se comprometeram a eliminar a hepatite viral até 2030. Temos um longo caminho até alcançar o objetivo, mas isso não significa que seja um sonho inalcançável. Apenas requer de uma ação imediata”, acrescentou o presidente da Aliança Mundial contra a Hepatite, Charles Gore.

Segundo a OMS, 1,76 milhão de pessoas iniciaram um tratamento contra a hepatite C no ano passado, número acima dos 1,1 milhão de pessoas que se medicaram em 2015 contra a doença.

Também houve um aumento nos tratamentos contra a hepatite B, que passaram de 1,7 milhão em 2015 para 2,8 milhões em 2016.

As hepatite B e C juntas causam mais de 80% dos casos de câncer de fígado no mundo, sendo 500 mil deles no Brasil.

A OMS considera que os governos devem investir mais em diagnósticos para ambas as doenças, já que em 2015 uma a cada dez pessoas no mundo que sofriam de hepatite B e uma a cada cinco de hepatite C não sabiam que tinham o vírus.

A OMS e a Aliança Mundial contra a Hepatite escolheram o Brasil como sede da segunda Cúpula Mundial da Hepatite pela posição de vanguarda do país na prevenção e no tratamento contra a doença.

Desde 2015, o Brasil produziu quatro novos remédios para tratar a hepatite C, diminuindo os efeitos colaterais e o tempo de tratamento.

Em menos de dois anos, pelo menos 50 mil pessoas foram atendidas no Brasil, elevando a taxa de cura da doença de 60% para mais de 90%.

A Cúpula Mundial da Hepatite de São Paulo contará com a presença de mais de 900 representantes de 100 países, entre eles ministros de Saúde e membros de organizações de pessoas infectadas por hepatites virais.

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Publicado em Ciência Médica

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