CÂNCER

Crise global está ligada a 260 mil mortes por câncer, segundo “The Lancet”

Pesquisadores de Harvard (Estados Unidos), Universidade de Oxford, Imperial College e King’s College (Reino Unido) utilizaram informações de mais de 2 bilhões de pessoas.

  • mas infoBRA51. SAO PAULO (BRASIL), 10/12/2015.- Fotografía del 24 de noviembre de 2015 de Durvanei María, investigador del Laboratorio de Bioquímica y Biofísica del Instituto Butantan, en Sao Paulo (Brasil). El Gobierno de Brasil autorizó la investigación de una píldora que supuestamente combate el cáncer y que ya es usada por pacientes, en medio de una controversia pues la Sociedad Brasileña de Oncología y la Asociación Nacional de Salud son contrarios a su consumo por falta de estudios clínicos. Se trata de una sustancia denominada fosfoetanolamina sintética, la cual se probará, en una fecha sin determinar, en mil pacientes de cinco hospitales de Sao Paulo. EFE/SEBASTIÃO MOREIRA EFE/SEBASTIÃO MOREIRA EFE/SEBASTIÃO MOREIRA
 EFE/SEBASTIÃO MOREIRA

A crise econômica global está ligada a mais de 260 mil mortes adicionais por câncer em países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) desde 2010, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista científica “The Lancet”.

O aumento do desemprego e as reduções de orçamento nos sistemas públicos de saúde são as principais fatores analisados pelo trabalho, elaborado por universidades britânicas e americanas.

“O câncer é uma das principais causas de morte em nível global, portanto compreender como as mudanças econômicas afetam a sobrevivência é crucial”, afirmou em comunicado Mahiben Maruthappu, do Imperial College de Londres e autor principal do trabalho.

“Detectamos que um aumento do desemprego está associado com uma maior mortalidade oncológica”, acrescentou o pesquisador, que apontou que uma cobertura de saúde universal “protege contra esses efeitos indesejados”, especialmente em cânceres tratáveis como o de peito, próstata e colorretal.

O estudo usou dados do Banco Mundial (BM) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para estabelecer o vínculo entre desemprego, gasto com saúde pública e mortalidade oncológica.

Pesquisadores de Harvard (Estados Unidos), Universidade de Oxford, Imperial College e King’s College (Reino Unido) utilizaram informações de mais de 2 bilhões de pessoas.

Os autores apontam que a associação entre desemprego e aumento da mortalidade é mais forte para cânceres tratáveis – aqueles com níveis de sobrevivência acima de 50%.

Um aumento de 1% do desemprego foi associado a 0,37 morte adicional em qualquer tipo de câncer por cada 100 mil pessoas.

O estudo detalha ainda que uma diminuição de 1% com relação ao PIB do gasto público com saúde está associada com 0,0053 morte adicional por câncer em cada 100 mil pessoas.

“Em países sem cobertura de saúde universal, o acesso a cuidados médicos está garantido em muitas ocasiões como um pacote laboral. Se não tiverem emprego, os pacientes podem ser diagnosticados tarde e terão tratamentos pobres”, afirmou Rifaat Atun, professor da Universidade de Harvard.

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Publicado em Doenças e Tratamentos

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