ERRADICAÇÃO DA RUBÉOLA

Continente americano é a primeira região do mundo a acabar com a rubéola

O continente americano se transformou nesta quarta-feira na primeira região do mundo a ser declarada livre da transmissão endêmica de rubéola, após a vacinação durante dez anos de 250 milhões de adolescentes e adultos em 32 países da América Latina e do Caribe.

  • mas infoMAN03 - MANAGUA (NICARAGUA), 19/12/05.- Dos trabajadores dan los últimos toques al "vacunómetro" durante el festival de cierre de campaña de la vacunación contra la Rubéola realizado hoy, lunes 19 de diciembre, en Managua (Nicaragua). El Misterio de Salud (MINSA) concluyó de forma exitosa la Campaña de Eliminación de la Rubéola Congénita con la vacunación masiva a 3.845,244 personas. EFE/Mario LópezIlustração de comemoração por acabar com a rubéola na Nicarágua. Foto: EFE/Mario LópezIlustração de comemoração por acabar com a rubéola na Nicarágua. Foto: EFE/Mario López
Ilustração de comemoração por acabar com a rubéola na Nicarágua. Foto: EFE/Mario López

O continente americano se transformou nesta quarta-feira na primeira região do mundo a ser declarada livre da transmissão endêmica de rubéola, após a vacinação durante dez anos de 250 milhões de adolescentes e adultos em 32 países da América Latina e do Caribe.

“É um privilégio anunciar que a América é a primeira região do mundo livre de rubéola”, disse a diretora da Organização Pan-americana da Saúde (OPS), Carissa Etienne, em entrevista coletiva na sede do escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Washington.

Etienne, oriunda da ilha de Dominica, considerou a eliminação da rubéola “uma das conquistas pan-americanas mais importantes da saúde pública do século XXI”, já que trata-se de uma doença viral contagiosa que pode causar múltiplos defeitos no feto e até a morte fetal se a mulher a contrair durante a gravidez.

“A América foi a primeira região a erradicar a varíola em 1971, a primeira a eliminar a poliomielite em 1994, e agora é a primeira a eliminar a rubéola e a síndrome da rubéola congênita”, destacou durante seu discurso Etienne.

Em declarações à Agência Efe, o chefe da Unidade de Imunização Integral da Família da OPS/OMS, Cuauhtémoc Ruiz, explicou que a última infecção de rubéola ocorreu na Argentina, enquanto o último caso de rubéola congênita, desenvolvido em um feto em crescimento cuja mãe tinha contraído o mal, aconteceu em 2009 no Brasil.

Ruiz, que seguiu o processo de eliminação da rubéola primeiro desde o governo do México e depois dentro da OPS, destacou que antes da vacinação a grande escala desta doença o número de crianças que nasciam infectadas na América Latina e no Caribe chegava até os 20 mil.

Em 2003 aconteceu a adoção generalizada da vacina contra o sarampo, a caxumba e a rubéola (SPR), também conhecida como triplo viral, e os países-membros da OPS/OMS fixaram como objetivo de tirar a rubéola do mapa da América para o ano de 2010.

Começou assim uma campanha de vacinação em massa na qual um dos maiores desafios foi conscientizar adolescentes e adultos, homens e mulheres do continente, que se vacinar não era uma “coisa de crianças” e que era necessário tomar medidas contra a doença.

Entre 1998 e 2008, 250 milhões de adolescentes e adultos de 32 países da América Latina e do Caribe foram vacinados, de modo que em 2009 foram registrados os últimos casos, segundo dados oficiais.

No entanto, o vírus seguiu circulando por outras partes do mundo, como Canadá, Estados Unidos e Argentina, de modo que apenas na semana passada o Comitê Internacional de Especialistas para a Eliminação do Sarampo e a Rubéola nas Américas pôde declarar que a região está livre desta doença.

O próximo desafio da OPS é a eliminação do sarampo, uma meta fixada para o ano 2000 e que Ruiz acredita que poderia se tornar realidade “no próximo ano”.

O doutor explicou que o último caso endêmico desta doença foi registrado no ano de 2002, então começou o processo de verificação, mas alguns novos casos no Brasil impediram declarar a região livre desta doença.

“No Brasil há um pequeno surto. Não é como os outros nos quais havia milhares de casos, mas um surto a conta gotas. Temos um caso nesta semana, depois outro dentro de duas semanas”, explicou Ruiz, que assegurou que a OPS e o governo da presidente Dilma Rousseff estão trabalhando para acabar com este mal.

A declaração da eliminação da rubéola e da síndrome congênita de rubéola coincide com a Semana de Vacinação das Américas, realizada entre 25 de abril e 2 de maio e na qual participam 45 países e territórios da região.

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