DOENÇAS DO CORAÇÃO

Conheça cinco cuidados para prevenir arritmias cardíacas

Tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e sedentarismo contribuem para o surgimento de doenças cardiovasculares comuns como a fibrilação atrial, que pode levar ao AVC

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Foto: Geralt/Pixabay (CC0 Public Domain)

Entre os problemas cardiovasculares mais comuns destacam-se as arritmias, doenças que provocam aceleração ou retardamento dos batimentos cardíacos. As arritmias são comuns em todas as faixas etárias, mas podem ser prevenidas por meio da adoção de alguns hábitos simples no dia-a-dia.

O curioso é que o tipo mais comum de arritmia ainda é pouco conhecido pela população: trata-se da fibrilação atrial (FA), uma doença que leva os átrios do coração a contraírem de forma desordenada, prejudicando o bombeamento do fluxo de sangue para o restante do corpo.

Essa condição, que atinge sobretudo a população idosa, tem como principais sintomas as palpitações, que causam um forte mal-estar e a sensação de que o coração está disparando, além de tonturas e cansaço. O diagnóstico costuma ser feito em situações de emergência por um eletrocardiograma.

Por dificultar a circulação do sangue, a FA facilita a formação de coágulos dentro do coração que, ao transitarem pelo sistema circulatório, têm potencial de provocar consequências graves para os pacientes. A consequência mais séria ocorre quando um coágulo migra para o cérebro por meio das artérias carótidas, bloqueando o fluxo de sangue para o órgão e provocando um acidente vascular cerebral (AVC) – mais conhecido como derrame cerebral, de tipo isquêmico.

Este é o tipo mais comum de AVC, representando cerca de 85% dos casos, e pacientes com fibrilação atrial têm até cinco vezes mais chances de tê-lo em relação a pessoas com uma frequência cardíaca normal.

Prevenção

Alguns hábitos são muito benéficos para a saúde do coração e contribuem para a prevenção de doenças cardiovasculares. De acordo com o Dr. José Rocha Faria Neto, professor titular de cardiologia na PUCPR, “é importante ressaltar que arritmias como a fibrilação atrial, apesar de comuns e de serem porta de entrada para problemas mais graves, estão bastante relacionadas a hábitos de longo prazo e podem ser prevenidas por meio de um estilo de vida saudável”.

 Confira cinco cuidados que ajudam a prevenir arritmias e preservar a saúde do coração:

1. Praticar exercícios físicos

“Com isso, o paciente experimenta uma diminuição na ansiedade e no estresse, fatores que podem acelerar o ritmo cardíaco e contribuir para o surgimento de arritmias no longo prazo”, afirma o especialista.

2. Ter uma alimentação saudável

Alimentar-se de forma equilibrada, ingerindo nutrientes variados em quantidades balanceadas, também é uma forma de prevenir arritmias. O excesso de gorduras leva ao aumento da pressão sanguínea e pode provocar uma série de complicações cardiovasculares.

3. Dormir bem

A apneia do sono, uma obstrução das vias respiratórias superiores durante o sonoi, está entre os fatores que favorecem a FA. De acordo com o médico, “isso leva o paciente a fazer um esforço maior do que o normal para respirar, o que aumenta os batimentos cardíacos e, consequentemente, os riscos de arritmia”. 

Mudanças nos hábitos de vida podem contribuir muito com a melhora da apneia do sono. Perder peso, dormir de lado, evitar o fumo, o consumo de bebidas alcoólicas e de comidas pesadas antes de dormir são alguns exemplos. Elevar a cabeceira da cama também é um hábito benéfico.

4. Beber com moderação

 O álcool é uma toxina que se difunde facilmente pelo corpo e, se consumido em excesso, prejudica a capacidade de contração do coração, provocando arritmias e outras disfunções cardiovasculares.

5. Não fumar 

O tabagismo é fator de risco para arritmias como a fibrilação atrial, porque aumenta a liberação de substâncias como a adrenalina, que aceleram os batimentos cardíacos e podem provocar arritmias no médio-longo prazo.

Tratamento

“Além de adotar hábitos benéficos para a saúde cardiovascular, como a prática de exercícios e uma alimentação saudável, os pacientes com arritmia contam hoje com opções de tratamento com anticoagulantes que “afinam” o sangue e os ajudam a viver bem e ter maior segurança”, explicou Dr. Rocha.

Por conta do efeito dos medicamentos alguns cardiologistas têm receio de que os pacientes tenham problemas com sangramentos decorrentes de acidentes ou cirurgias de emergência, o que leva 50% dos pacientes com fibrilação atrial a não receberem o tratamento anticoagulante adequado.

“As últimas novidades em cardiologia prometem proteger o paciente contra esses riscos: a dabigatrana, por exemplo, indicada para fibrilação atrial, promove uma anticoagulação eficaz e previsível, reduzindo significativamente o risco de AVCs e trombose, e pode ter seu efeito revertido imediatamente em caso de sangramentos fortes pelo idarucizumabe, agente reversor que interrompe o efeito anticoagulante em minutos. O medicamento já foi aprovado no Brasil e deve ser lançado no mercado ainda este ano”, afirmou.

 

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