CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE HIV

Conferência internacional sobre HIV reivindica aumento de investimentos

Ainda que os Estados Unidos tenham se mantido no ano passado como o principal doador, com US$ 4,9 bilhões, seguido por Reino Unido, França, Holanda e Alemanha, os cortes previstos pelo governo de Donald Trump nos programas de saúde global puseram em alerta os especialistas.

  • Arquivo EFE.Arquivo EFE.
Arquivo EFE.

A nona edição da Conferência de Pesquisa sobre o HIV, organizada pela Sociedade Internacional contra a Aids (IAS), advertiu que os atuais cortes no combate dessa doença põem em perigo os avanços alcançados até agora, razão pela qual reivindicaram um aumento nos investimentos.

Em uma declaração publicada horas antes da abertura oficial desse fórum, que começou neste domingo e reúne até quarta-feira em Paris cerca de 6.000 especialistas, a comunidade científica ressaltou que sem um apoio “sem fendas” não se poderá cumprir a meta de reduzir a epidemia em escala mundial e de tratar os atuais 37 milhões de soropositivos.

O texto não assinala nenhum país, mas um relatório lançado este mês pela Fundação Kaiser e pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) apontou que o financiamento governamental para apoiar ações conjuntas contra o HIV em países de investimentos baixos e médios está em seu menor nível desde 2010.

No total, passou de 7,5 bilhões em 2015 a 7 bilhões em 2016.

Ainda que os Estados Unidos tenham se mantido no ano passado como o principal doador, com US$ 4,9 bilhões, seguido por Reino Unido, França, Holanda e Alemanha, os cortes previstos pelo governo de Donald Trump nos programas de saúde global puseram em alerta os especialistas.

“Para tornar acessíveis todas as inovações terapêuticas e os programas de prevenção são necessários recursos financeiros”, salientaram em um comunicado as ONGs Act Up Paris, AIDES e Coalition PLUS.

A UNAIDS advertiu que em 2016 houve um milhão de mortes causadas pela Aids no mundo, quase metade das registradas em 2005, mas expressou sua preocupação pelos novos contágios, que se reduziram apenas de 1,9 milhão em 2010 a 1,8 milhão em 2016.

A três ONGs destacaram que, ainda que o número de soropositivos com acesso a tratamentos antirretrovirais no mundo todo tenha superado o patamar de 50% em 2016, pela primeira vez na história, ainda é preciso percorrer “a metade do caminho”.

“Reforçar as pesquisas sobre uma vacina é mais indispensável que nunca para controlar a epidemia”, acrescentou a IAS em sua declaração, onde também pede o aumento dos esforços para incrementar o número de opções terapêuticas e a priorização do desenvolvimento de ferramentas de prevenção acessível para os grupos em risco.

Os homossexuais, os usuários de drogas injetáveis, os profissionais do sexo e as pessoas transgênero são as mais expostas, lembrou a organização, que destacou também que os testes de HIV e os tratamentos estão menos disponíveis para crianças e adolescentes que para os adultos.

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